Expoisção em Eixo A Linha ferroviária do Vale do Vouga é o tema da exposição “Eixo nos Carris”, que está patente ao público, até ao dia 27 de Fevereiro, na Junta de Freguesia de Eixo.
A mostra dá a conhecer um pouco da história desta linha férrea, ao mesmo tempo que levanta algumas interrogações sobre o seu futuro. Certo é que o troço que deu o nome à linha – “Vale do Vouga”, entre Sernada e Viseu, há muito que está desactivado, enquanto que no troço Águeda/ Albergaria-a-Velha /Oliveira de Azeméis a circulação diária de comboios é bastante reduzida. Os troços com mais tráfego e que ainda podem ser economicamente viáveis são o de Aveiro/ Águeda e Oliveira de Azeméis/ Espinho.
O primeiro troço desta linha ferroviária, entre Espinho e Oliveira de Azeméis, começou a ser construído em 1907, e foi inaugurado no dia 23 de Novembro do ano seguinte, e abriu ao tráfego em 21 de Dezembro de 1908. No ano seguinte, abriu o troço entre Oliveira de Azeméis e Albergaria-a-Velha. A inauguração do ramal entre Sernada e Aveiro ocorreu em 8 de Setembro de 1910. Em Setembro de 1911, começou a ser explorado comercialmente o ramal entre Sernada e Albergaria-a-Velha, ficando concluída a linha entre Aveiro e Espinho, passando por Águeda, Albergaria-a-Velha, Oliveira de Azeméis e S. João da Madeira. Enquanto isso, a construção da linha do Vale do Vouga prosseguia, ao mesmo tempo que abriam ao tráfego os troços já construídos, tanto do lado de Albergaria-a-Velha como de Viseu. A exploração da totalidade da linha, entre Sernada e Viseu, foi autorizada em 17 de Março de 1914.
Em 15 de Outubro de 1932 abriu ao tráfego o ramal do Canal de S. Roque, linha que deveria prosseguir até Cantanhede, passando por Ílhavo, Vagos e Mira, mas que ficou limitado àquele pequeno troço.
C. F.
