A Miklos Fehér

Ponta de Lança Todos os dias vemos e sabemos que partem vários “Miklos Fehér”. Todos os dias desejamos nunca experimentar a amarga despedida daqueles que nos acompanham, daqueles que, por de alguma maneira estarem próximos, como que fazem parte da nossa família.

Mas, a imagem em directo e sucessivamente repetida de Fehér a tombar inanimado sobre o relvado do Estádio D. Afonso Henriques, suscita uma consternação muito mais ampla, muito mais inquietante sobre o valor da vida.

E como a ciência não pode socorrer o inevitável, fica a consolação da fé, particularmente para os que acreditam e a interpelação aos não crentes, porque afinal a incredulidade é geral: um jovem morreu! Porquê?

Herói em vários palcos, ali em Guimarães, todos, na humanidade de cada um, tombámos como Miki e, ao olhar para todos aqueles profissionais na luta para conseguir a maior vitória, a da vida, somos conduzidos à exclamação cantada no salmo 8: Ó Senhor nosso Deus, como é grande o vosso nome em toda a terra. Quando vejo o céu, obra das vossas mãos, a lua e as estrelas que lá fixastes, que é o homem, para dele cuidardes? Fizestes-o pouco menos que um deus, coroando-o de glória e beleza… Ó Senhor nosso Deus como é grande o vosso nome em toda a terra!

Desportivamente… pelo desporto!