A “mística” do sacramento

Reaprender… para viver melhor É tão precioso um excerto da encíclica de Bento XVI, que me parece dever transcrevê-lo aqui, e nesta ocasião, sem comentários. Na Eucaristia, não estamos na presença nem nos elevamos a Deus: participamos da sua vida, entramos em comunhão com Jesus na sua entrega.

“Jesus deu a este acto de oferecimento uma presença duradoura, através da instituição da Eucaristia, durante a Última Ceia. Antecipa a sua morte e ressurreição entregando-se, já naquela hora, aos seus discípulos, no pão e no vinho, a si próprio, ao seu corpo e sangue como novo maná (cf. Jo 6,31-33). Se o mundo antigo tinha sonhado que, no fundo, o verdadeiro alimento do ser humano – aquilo de que este vive enquanto humano – era o Logos, a sabedoria eterna, agora este Logos tornou-se verdadeiramente alimento para nós – como amor. A Eucaristia arrasta-nos no acto oblativo de Jesus. Não recebemos o Logos encarnado só de modo estático, mas também ficamos envolvidos na dinâmica da sua doação. A imagem do matrimónio entre Deus e Israel torna-se realidade de um modo anteriormente inconcebível: o que era um estar na presença de Deus torna-se agora, através da participação na doação de Jesus, comunhão no seu corpo e sangue, torna-se união. A “mística” do Sacramento, que se funda no abaixamento de Deus até nós, é de um alcance muito diverso e conduz muito mais alto do que qualquer mística elevação do ser humano poderia realizar.” – DCE 13.

Q.S.