Reaprender… para melhor viver As comunidades cristãs primitivas rapidamente perceberam que a celebração semanal da Páscoa do Senhor não dispensava uma solenidade anual para sublinhar a importância do acontecimento. E, coincidindo os factos finais da missão de Jesus com a celebração da Páscoa judaica, os discípulos, como bons judeus, não perderiam a oportunidade de, ao festejar a noite da libertação do Egipto com os seus compatriotas, recordarem o que para eles tinha tido uma profunda densidade.
Terá sido apenas depois de alguns (bastantes?) anos que, em vez da Páscoa judaica, alguma comunidade começou a comemorar a vida nova chegada com a morte e ressurreição de Cristo.
Assim nasceu seguramente a Vigília Pascal, rapidamente acompanhada por dois dias de jejum – sexta e sábado. Uma Vigília que durava a noite inteira. A Eucaristia da Páscoa terminava esse jejum.
Esta festa cristã fundamental é móvel, acompanhando o calendário lunar, que era a referência dos judeus (a Páscoa é no domingo seguinte à primeira lua cheia da Primavera). À volta dela nascem os dois primeiros tempos litúrgicos: cinquenta dias que a prolongam – o Tempo Pascal; quarenta dias que a preparam – a Quaresma.
Q.S.
