Livro O Sorriso do Catekista
Orlando Carvalho
Edições Salesianas
166 páginas
“O Sorriso do Catekista” recolhe textos que Orlando Carvalho publicou na “Voz da Catequese” de 2002 a 2005. A revista do Patriarcado de Lisboa entretanto foi extinta. O autor escreve “catequista” com k. Parece uma irritante concessão à linguagem dos telemóveis, mas é antes uma aproximação à palavra grega que está na origem do termo – sublinhar-se a necessidade de mudança na prática da catequese.
Os textos falam directamente ao catequista, numa linguagem simples e afectuosa, recordando o que realmente importa na catequese. Um exemplo: “O catekista ama, sofre, ri e chora com os catekizandos. E mais que dar catekese, o catekista dá-se na catekese, imitando, o melhor que sabe e é capaz, o Mestre que Se deu na Cruz” (pág. 11). Outro: “Na catekese, o essencial é o catekista e o acessório é o catecismo” (pág. 13).
O livro divide-se em quatro grandes capítulos: Catekética prática; Teologia Catekética; Celebrar; e Celebrar os Sacramentos.
O autor espera que os artigos e o livro não sejam encarados como a lição de um mestre, mas antes como “a partilha de alguém que também é catekista, que aprendeu muito a dar catekese e a partir de experiências de outros catekistas”. E que agora se dispõe a partilhar os conhecimentos acumulados.
Porque sorri o catequista? Orlando Carvalho responde: “O catekista é o primeiro que a criança ou o adolescente encontram quando vão à catekese à procura de Jesus: logo, o sorriso do catekista tem de ser o sorriso de Jesus, porque a antipatia do catequista seria a antipatia de Jesus”.
Excerto
Como tratar o catequista?
«O catekista não é um professor, logo não precisa de ser chamado por “professor”, “sotor”, “senhora dona”, pelos catekizandos. O catequista é um irmão, mais velho, que guia, que é pastor, mas irmão. Pode ser chamado simplesmente por catekista, ou pelo nome (Deus conhece-nos pelo nome!) e chamar os catekizandos também pelo nome próprio (e não pelo apelido). Com respeito, amor fraterno e amizade. Conheci casos lamentáveis em que o catekista exigia ser chamado, por exemplo, “senhora engenheira”!» (pág. 18).
