A Mensagem do Santo Padre para o Dia Mundial do Doente é rica de força que dinamiza, galvaniza quantos se debruçam sobre esta dimensão e é uma mensagem também de extraordinária exigência.
O Santo Padre escolheu o Santuário de Lourdes porque se celebram os 150 anos da Proclamação do Dogma da Imaculada Conceição. Com a Imaculada Conceição de Maria teve início a grande obra da Redenção que se realizou com o sangue precioso de Cristo. Só Jesus é a fonte de vida que vence a morte e Maria é a Mãe atenta a todas as necessidades dos seus filhos, obtendo para eles a saúde da alma e do corpo.
— A doença e a morte, ainda que presentes na existência humana e terrena, perderam, no entanto, o sentido negativo. À luz da fé, a morte do corpo, vencida pela morte de Cristo, converte-se num passo obrigatório para alcançar a plenitude da vida imortal.
— Por tudo isso, a vida deve ser acolhida, respeitada, defendida desde o seu início até à morte natural. Fala-se, diz o Papa, de engenharia genética, aludindo às possibilidades extraordinárias que a ciência oferece hoje, para intervir nas mesmas fontes de vida. Todo o progresso autêntico deve ser sempre estimulado para que respeite os direitos e a dignidade da pessoa desde a concepção. Ninguém pode, porém, arrogar-se a faculdade de destruir ou de manipular a vida do ser humano, de uma forma indiscriminada.
— O Papa acaba a sua mensagem com um forte agradecimento aos agentes da Pastoral da Saúde, aos profissionais de saúde e a todos os cristãos, para que deêm testemunho com uma resposta eficaz à dor e ao sofrimento. Uma espiritualidade profunda assente na Ressurreição de Cristo, dá rosto à esperança de quantos se preocupoam pela mais saúde das pessoas.
