Carlos Lopes na Semana da Arte, no CUFC Carlos Lopes, o campeão olímpico, afirma que “a vida é uma maratona; sempre foi”. Mas isso não significa que seja composta apenas de dificuldades, como a corrida dos 42 km. “A vida tem coisas boas. Quando uma pessoa tem objectivos, até esquece que está a correr a maratona, porque consegue percorrer aquilo sem pensar no que está a fazer”. Assim também na vida. “O importante é estar preparado para fazer isso, mentalmente, trabalhar imenso, corrigir os erros que for necessário ao longo do percurso”. O campeão da Maratona de Los Angeles (EUA, 1984) treinou dois anos e meio para essa prova e correu 12500 km (o suficiente para ir a Moscovo e voltar) antes dos 42 decisivos. Por isso, os seus conselhos, para quem quiser vencer em qualquer prova ou na vida, são “coragem, determinação, trabalho e acima de tudo muita paciência”.
Carlos Lopes esteve no Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), num painel sobre “Desporto, educação e saúde” que decorreu na quarta-feira, Dia do Não Fumador. “Felizmente nunca fumei”, afirma Carlos Lopes, “não posso falar disso, não sei o que isso é; mas posso dizer que, se os jovens pensam que fumar os torna mais homens, isso é um grande erro”. Com o Medalha de Ouro, moderados por Hélder Castanheira, da Universidade de Aveiro (UA), estiveram os alunos da UA, João Paulo, campeão paralímpico de bócia (Medalha de Outro em Atenas 2004), e Pedro, campeão de natação adaptada.
A sessão fazia parte da Semana da Arte, que, entre outros intervenientes, levou ao CUFC o comentador político Nuno Rogeiro, Pe Júlio Franclim, vários artistas e Aveiro e cerca de três centenas de espectadores da comunidade universitária e aveirense.
Alexandre Cruz, padre director do CUFC, fez ao Correio do Vouga um balanço muito positivo desta semana que antecedeu a Semana Aberta da UA: “Foi um bom diálogo de gerações, um bom complemento de reflexão, debate, tradição e cultura para a formação da Universidade”.
“Ah grande Carlos Lopes!”
Sendo uma glória nacional, Carlos Lopes mantém uma simplicidade e proximidade que o tornam ainda maior. Enquanto falava com o jornalista do Correio do Vouga, não deixou de receber um abraço esfuziante de Adelino Larangeira, oleiro que durante a Semana da Arte mostrou o seu talento aos jovens universitários. “Ah grande Carlos Lopes! Fez levantar a bandeira da nossa pátria!”, exclamou o oleiro, deixando espantados alguns jovens que estavam no “hall” do Centro Universitário. Carlos Lopes recebeu os cumprimentos entusiasmados, ouviu o Sr Adelino e continuou a conversa com o CV sobre o esforço na maratona e na vida.
