Pe Rui Barnabé explica o programa “Vocação e Vocação +” O Secretariado Diocesano da Pastoral Juvenil e Vocacional está a promover uma série de acções a que chamou “Vocação e Vocações +”. O Correio do Vouga pediu ao Pe Rui Barnabé, primeiro responsável pelo SDPJV, que explicasse em que consiste este programa.
Correio do Vouga – O que é o “Vocação e Vocações +”?
Pe Rui Barnabé – É um pacote de três acções de promoção vocacional. A primeira delas é um encontro com agentes educativos, isto é, pais, professores, catequistas, padres, animadores, todos os que têm responsabilidades na área educativa, a nível arciprestal. A segunda é um encontro com os jovens na paróquia ou grupo de paróquias que estejam unidas pelo mesmo pároco. A terceira é uma vigília de oração pelas vocações.
Todas as acções têm em vista a promoção das vocações. No encontro de jovens, em concreto, de que se fala?
Falamos da vida, de preocupações, de sonhos, desafios, angústias… Partimos da vida dos jovens para mostrar que Deus nos faz desafios, que identificamos como vocação. Deus chamou-nos à vida, chamou-nos a ser pessoa, chamou-nos a uma comunidade cristã. Chamou-nos para quê? Para sermos felizes. Felizes com Deus. É isso que é um santo. Falamos do modo concreto de prosseguir tal caminho, como casal, em família, como consagrado (a), como padre. Mas não queremos ser exclusivos. Há mais caminhos.
É só o padre Barnabé que fala da vocação, ou há mais testemunhos?
A equipa que está a promover estas acções é constituída por dois casais (sendo um dos elementos, diácono permanente), duas religiosas, três padres, um seminarista e jovens. Naturalmente não estão todos em todas as acções. Este grupo constitui uma plataforma – digamos assim – de comunhão pastoral, uma vez que há gente ligada à pastoral familiar, vocacional, juvenil, missionária…
Considera o tempo actual um tempo propício para falar de vocação, quando as vocações para padres e freiras estão a diminuir?
Nos encontros com os agentes educativos, é precisamente por aí que começamos. Por um lado, “isto está muito mau para a vocação”, mas por outro, “isto está muito bom, porque a sociedade permite falar de vocações”. Vejamos: A sociedade é massificante. Transforma o jovem, com alguma facilidade, numa peça da engrenagem. Ora, os jovens têm esta característica: querem sentir-se integrados na sociedade, mas lutam pela diferença. A nossa proposta é que radicalizem essa diferença em raiz cristã. O que poderia ser uma barreira transforma-se em incentivo. “Queremos ser diferentes” – dizem os jovens. “Então, vamos por aqui, Deus tem um caminho personalizado para ti”, é o que propomos à descoberta.
O que é, então, a vocação?
É o apelo de Deus à felicidade e à plena realização. Para nós, cristãos, isso acontece em sociedade e comunhão com a Igreja.
O SDPJV espera que destes encontros com jovens e educadores saiam vocações de consagração?
Na sequência destes encontros, podemos convidar jovens a constituírem grupos de reflexão vocacional ou a participarem em encontros do itinerário espiritual, que já existem. E teremos na sede do secretariado pessoas que poderão ajudar ao discernimento. Os jovens que passarem por lá serão bem acolhidos. Mas o que esperamos mesmo é que se alargue a consciência vocacional da diocese, isso sim. A vocação não é um atributo especial, mas um desafio de Deus a todas as pessoas.
Estarreja e Murtosa acolhem
a primeira etapa de promoção vocacional
O “Vocação e Vocações +” realizou um encontro com 80 agentes educativos de Estarreja e Murtosa (8 de Novembro) e dois encontros com jovens, um em Avanca (com 80 jovens de Avanca e Veiros, no dia 10 de Novembro) e outro na Torreira (17 de Novembro).
Seguem-se os seguintes encontros paroquiais de jovens:
24 de Novembro – Encontro no Monte, com jovens das paróquia do Monte, Pardelhas e Murtosa
30 de Novembro – Encontro com os jovens de Estarreja
Janeiro de 2008
Dia 5 – Encontro com os jovens de Salreu
Dia 12– Encontro com os jovens de Canelas e Fermelã
Dia 19 – Encontro com os jovens do Bunheiro e Pardilhó
Dia 26 – Encerramento, com vigília de oração, em Veiros.
Em Abril de 2008, o programa prossegue no arciprestado de Sever do Vouga.
