Ponta de Lança Poder-se-á dizer, genericamente discorrendo, que durante muitas gerações (gerações e gerações!) atribuiu-se ao bom senso a voz da razão. Depois, com as “luzes”, surgiu o acesso à razão. A modernidade fomentou a generalização da razão. E a pós-modernidade poderá ver consagrado o domínio da razão, porventura mitigado com o relativismo, sobre o bom senso.
Frisamos o advérbio “genericamente” porque temos consciência do relativismo da generalização! Simples, não é?
A este intróito, junte-se o perspicaz olhar dos nossos leitores sobre a sociedade, começando pelos grupos sociais que nos trazem aqui (os desportivos) e analisem-se os fundamentos das decisões que se tomam e quem as toma. Será que se encontra, na maioria dos casos, alguém (decisores) e alguns (fundamentos) com bom senso? Não estarão esses grupos a sucumbir ao peso do superficial, do fácil e facilitador, do livre-arbítrio, do “fast-food”, do meia-bola-e-força (quanto às decisões), do chuta-para-a-frente (quanto à execução), do desvia-para-canto (quanto ao respeito pelos outros – pessoas e instituições), do ganhar-ou-ganhar-por-muitos-é-desporto (quanto às consequências)?
Estamos no tempo em que todos temos o direito ao uso da razão; à opinião; à consideração sem uso de qualquer tempero, moderação ou bom senso!
Estamos em crise mas desbarata-se cada vez mais dinheiro com festejos que poucos apreciam e quase ninguém vê!
Difama-se por tudo e por nada!
Apregoam-se grandes concertos sem qualquer conserto!
“Rasgam-se” acordos (Miguel com o Benfica, Robinho com o Real Madrid, …)!
Em suma, ou estamos em início de época ou às portas de eleições!
Irra que já cansa!
Desportivamente… pelo desporto!
