Livro A Nova Paróquia
Alphonse Borras
e Gilles Routhier
Gráfica de Coimbra 2
212 páginas
A nova paróquia não será criada por decreto. Surgirá através de inovações sucessivas como resposta a duas novas situações: primeira, as pessoas movem-se livremente de um lado para o outro; segunda, têm uma nova sensibilidade centrada na experiência pessoal e comunitária.
Os autores concluem este livro dizendo que é necessário uma “espiritualidade de exílio”, remetendo para a época em que o povo bíblico estava na Babilónia (séc. VI a.C.). “Trata-se de propor a fé e de viver a esperança como se estivéssemos no exílio”, dizem. A espiritualidade de exílio opõe-se à de cristandade. Há que renunciar a “qualquer veleidade de cristandade”.
A renúncia à cristandade é o primeiro dos aspectos teológicos e canónicos da remodelação paroquial, que passa também por reflectir a corresponsabilidade como sinodalidade, pela difusão do evangelho por capilaridade, por uma rede institucional flexível, por novos lugares paroquiais para a formação dos fiéis.
“O fim da «civilização paroquial» não significa o fim do cristianismo nem o fim da paróquia” (pág. 15). Pelo contrário, a procura de uma comunidade de pertença, no meio da sociedade massificada, algo que só a religião pode oferecer, significa uma nova oportunidade para esta estrutura eclesial mais próxima dos cristãos. Uma paróquia que se queira renovar, reinventar, tem aqui um extenso programa de questionamento e sugestões.
Este livro será lançado no dia 13 de Fevereiro, em Coimbra, durante a XI edição do Colóquio Nacional de Paróquias.
No próximo fim-de-semana (12 e 13 de Fevereiro), a cidade dos doutores acolhe aquela iniciativa, que terá como tema a «Transmissão da Fé». P.e Alphonse Borras estará presente.
Os autores
Alphonse Borras, padre de origem espanhola, é vigário geral da diocese de Liège (Bélgica) e professor de Direito Canónico na Universidade Católica de Lovaina e no Instituto Católico de Paris.
Gilles Routhier, padre canadiano, é professor na Universidade Laval (Quebeque, Canadá) e no Instituto Católico de Paris.
J.P.F.
