ACR atenta às dificuldades sociais

A Acção Católica Rural (ACR) manifestou a sua “consciência clara” das “duras condições de vida” que afectam actualmente a maioria dos portugueses, alertando para as “suas inelutáveis consequências no crescimento do desemprego, da pobreza e da miséria económica e moral”.

A posição foi assumida na VI Assembleia Nacional de Delegados, que decorreu nos dias 10 e 11 de Julho na Casa Diocesana de Vilar, no Porto. Os cerca de 150 delegados contaram com a colaboração do economista João César das Neves e das sociólogas Paula Abreu e Vera Ferreira.

Segundo o documento conclusivo, os participantes “fizeram uma detalhada análise das condições internas do Movimento, para poder responder às árduas condições de vida actuais, das pessoas e das comunidades”. Os membros da ACR foram desafiados a “assumir plenamente o seu papel de leigos conscientes e activos, bem como a sua autonomia e plena capacidade como Movimento organizado, ao serviço de todas as pessoas e de todos os grupos e instituições sociais”.

No decorrer dos trabalhos, foram apresentados os resultados do inquérito realizado às equipas de base e diocesanas da ACR, no qual se revela que “um terço das equipas existentes acumula fragilidades”. As respostas recolhidas revelam vontade de “expansão e renovação” do movimento católico, destacando-se a identidade própria da Acção Católica Rural.

“A ACR contribui muito para a qualidade dos cristãos e cidadãos dos seus membros, para o seu bom desempenho profissional e familiar, e participação cívica e política”, assinalam as conclusões do inquérito. Em aberto está uma nova desi-gnação para a ACR: 36% das respostas defendem a sua manutenção, mas 26% sugerem “novas designações”. A maioria não respondeu a esta questão.

“A evolução social, a alteração dos padrões de vida e das referências das pessoas e dos ambientes requerem dinâmicas de Movimento, dificilmente compagináveis com designações desajustadas e redutoras”, refere-se na leitura das respostas aos inquéritos aos grupos/equipas de base.

A ACR tem cerca de 100 grupos organizados de militantes e simpatizantes e equipas diocesanas activas em 15 das 20 dioceses portuguesas.