A Associação para a Defesa e Estudo do Património Natural e Cultura da Região de Aveiro (ADERAV) defende que a “Casa do Conselheiro Queirós”, em Verdemilho, que recentemente passou para a posse da Câmara Municipal de A veiro, mantenha a traça original, de um só piso, em vez da atual, de dois pisos, resultante dos diferentes usos e ocupações que teve em tempos posteriores aos da família Queirós.
Já em maio de 1982, no seu Boletim (número seis), a ADERAV dizia que “seria extremamente útil a recuperação deste imóvel”, considerando factos e figuras de Aveiro e da História de Portugal que lhe andam associadas, nomeadamente o Conselheiro Queirós (no Brasil e em Aveiro e Porto) e o escritor Eça de Queirós, seu neto. Por isso, a ADERAV “manifesta o seu agrado pelo acordo alcançado que possibilita a defesa e valorização desta parcela importante do Património aveirense e espera que se proceda tão breve quanto possível à sua recuperação”, e que “ali se justificará uma ‘memória’ alargada e aprofundada que, no essencial, possibilite a compreensão das épocas em que a família Queirós pontificou na região e marcou áreas da cultura e da política portuguesas, identificadas com essas duas figuras maiores”.
A associação lembra que “na traça original, era uma casa de rés-do-chão, pintada de amarelo, tendo ao centro um portal de granito ao qual dava acesso uma pequena escadaria do mesmo material. Sobre o portal, numa platibanda de alvenaria que acompanhava a casa em todo o seu comprimento, erguia-se uma pedra de armas”.
