Adeus a D. António dos Reis Rodrigues

António Reis Rodrigues, bispo emérito auxiliar de Lisboa, faleceu no dia 3 de Fevereiro, aos 90 anos de idade, e foi sepultado em Ourém, de onde era natural.

Enquanto estudante da Faculdade de Direito de Lisboa, onde se formou em 1941, foi presidente geral da Juventude Escolar Católica (JEC), dirigente das Conferências de São Vicente de Paulo, fundador e director da Flama, jornal de estudantes.

Em 1942, entrou para o Seminário dos Olivais, sendo ordenado sacerdote em 1947 e nomeado cónego da Sé Patriarcal em 1955. Durante 18 anos (1947-1965) foi assistente nacional e diocesano da Juventude Universitária Católica (JUC) e durante 16 anos (1947-1963) capelão da Academia Militar.

No Instituto de Serviço Social foi professor de Doutrina Social da Igreja. Durante anos foi responsável pelo programa religioso da RTP, de que resultou o volume “O Tempo e a Graça”, publicado em 1967.

Em Julho de 1966, foi nomeado Vigário-Geral Castrense, pouco depois Director Nacional da Obra Católica Portuguesa das Migrações e, em Outubro do mesmo ano, eleito Bispo titular de Madarsuma, tendo recebido a ordenação episcopal em 8 de Janeiro de 1967, na Igreja dos Jerónimos, em Lisboa. Desempenhou as funções de Pró-Vigário Castrense e Capelão-Mor das Forças Armadas entre 1967 e 1975, ano em que foi nomeado bispo auxiliar do Patriarcado de Lisboa.

No Patriarcado de Lisboa foi Vigário Judicial do Tribunal Eclesiástico e Vigário Geral. Destacou-se na divulgação da Doutrina Social da Igreja.Foi membro da Academia Internacional de Cultura Portuguesa e da Sociedade Cientifica da Universidade Católica Portuguesa. É autor de diversos livros, nomeadamente o estudo “Pessoa, Sociedade e Estado”; “Nuno Álvares, Condestável e Santo”; “Vidas Autênticas”; “O homem e a ordem social e política”; “Sobre o uso da Riqueza” e “A palavra de Deus saída do Silêncio”.