Agrupamento 283, um sonho tornado realidade

Cinco adultos fizeram a promessa escutista de dirigentes, reactivando o agrupamento da Vera Cruz do Corpo Nacional de Escutas (CNE)

Há oito anos, quando o Padre Manuel Rocha entrou para a paróquia da Vera Cruz, trazia o sonho de reabrir o agrupamento de escuteiros. O agrupamento existira até há cerca de 30 anos, mas sabe-se muito pouco do 283, não havendo grandes pormenores escritos.

Foram dados os primeiros passos, e no domingo, 12 de Julho, cinco paroquianos fizeram a sua promessa de dirigentes. Isabel Simões, Élio Simões, Ana Barroca, André Almeida e Ana Couto estiveram em formação no agrupamento padrinho de Aradas. Agora chegou a altura de assumirem perante toda a comunidade que estarão disponíveis para o agrupamento e toda a sua missão.

D. António Francisco presidiu à Eucaristia e frisou que “a missão dos escuteiros é a hospitalidade à juventude e o envio para anúncio da Palavra”. Com a promessa, os dirigentes assumem o agrupamento e o seu grande compromisso para com a juventude. “Na Diocese de Aveiro, uma diocese jovem, de apenas 70 anos, é com os nossos jovens que queremos também ser jovens nas promessas e nos desafios a que nos dispomos para dar beleza ao Mundo”, afirmou o Bispo de Aveiro.

A celebração iniciou-se com uma pequena procissão. Estiveram representados os agrupamentos de escuteiros de Vilar, Santa Joana, Torreira e Aradas.

Isabel Simões, a chefe do Agrupamento 283, afirmou que “o agrupamento tem como grande expectativa cativar os jovens para um mundo cada vez melhor, transmitindo valores para a educação. Os 36 jovens inscritos são um grande alento para nós que estamos agora a começar!”

No final da festa, e em comunhão com paroquianos, o P.e Manuel Rocha, pároco e assistente do agrupamento, mostrava-se muito feliz com o reinício do escutismo na paróquia. “O grande objectivo agora é abrir o agrupamento a cada vez mais jovens e atrair aqueles que não andam na catequese, os que se encontram numa franja”, disse ao Correio do Vouga. “Através dos escuteiros será mais fácil cativá-los a integrarem-se”, assegura.

Sónia Neves

Uma pequena árvore que há-de dar muita sombra

Na reabertura do 283, o chefe regional do CNE realçou que o agrupamento é “um projecto de coerência”, porque assume os valores da Igreja, “um projecto de liberdade”, porque dirigido a quem quer trilhar um caminho de alegria e fraternidade, um “projecto de amor”, porque se este não existir nada tem sentido naquilo que fazem ou ousam sonhar.

Aos novos dirigentes Manuel Santos disse: “Confio-vos esta pequena e frágil árvore. Façam dela uma árvore generosa, onde por vezes descansamos na sua sombra e nem nos apercebemos da gratuidade da mesma”.

Já perante o presidente da Junta de Freguesia da Vera Cruz e o vice-presidente da Câmara Municipal de Aveiro, que estiveram presentes, reafirmou o valor social do escutismo. “Seremos com toda a certeza, um projecto social e de comunidade que quer fazer e construir a diferença numa sociedade cada vez mais apática e com horizontes cada vez mais curtos”, realçou.