O 1345 arrancou com sete dirigentes, que fizeram a promessa no domingo passado, e 16 lobitos e 10 exploradores, que dão os primeiros passos no escutismo
Sete adultos fizeram as promessas de dirigentes escutistas, perante os responsáveis regionais do CNE (Corpo Nacional de Escutas) e o Bispo de Aveiro, dando assim origem ao Agrupamento de São Lourenço do Bairro, Anadia. A cerimónia aconteceu durante uma missa campal, em Óis do Bairro, que concluiu um acampamento de cerca quinhentos escuteiros dos agora oito agrupamentos da sub-região da Bairrada (arciprestados de Anadia e Oliveira do Bairro).
O novo Agrupamento do CNE, com o número 1345, está sedeado em São Lourenço do Bairro, mas vai ter instalações em Óis do Bairro, pelo menos nos próximos dois anos, numa antiga escola cedida em protocolo pelo município de Anadia, com o apoio da Junta de Freguesia de Óis, e acolhe crianças e jovens destas duas comunidades e ainda de Vilarinho do Bairro. As três paróquias estão sob a responsabilidade do P.e Nicolau Barroqueiro e do diácono permanente Dinis Julião, os quais, envergando a farda escutista, também fizeram a promessa.
Para já, segundo informou a chefe Teresa Cruz, o novo Agrupamento conta com 16 lobitos e 10 exploradores, que se preparam para fazer a promessa escutista em Outubro próximo.
União e seriedade na educação
D. António Francisco, na homilia, manifestou alegria por ter voltado àquelas terras para fundar o agru-pamento, como prometera na recente visita pastoral a São Lourenço do Bairro. Servindo-se da vinha, tão presente na Bairrada e símbolo de Jesus nos evangelhos, apelou à união dos escuteiros – “ramos da mesma vide que é o Senhor”. Aos dirigentes dos vários agrupamentos disse apreciar o trabalho que desenvolver, a “seriedade que põem na formação”, a dedicação à educação da juventude. Ao P.e Nicolau agradeceu “a ideia, a persistência e a tenacidade” que levaram à criação do agrupamento, “neste tão belo recanto da Bairrada”.
O processo agora concluído começou no dia 18 de Maio de 2007, quando se realizou a primeira reunião entre a Junta Regional do CNE, o pároco de São Lourenço e alguns adultos. O dirigente Norberto Correia, que nessa altura representou a Junta Regional, recordou no domingo que esses adultos, “com garra, vontade, altruísmo, generosidade, encetaram uma caminhada de três anos de formação”. O Agrupamento 221, de Anadia, apadrinhou este processo que agora se concluiu com êxito.
Na Diocese de Aveiro, de momento, não há mais agrupamentos em formação. Segundo Manuel Santos, chefe regional, há o desejo de que o movimento se expanda para Sever do Vouga. Neste arciprestado de nove paróquias, existe apenas um agrupamento, o de Rocas do Vouga. Na diocese de Aveiro, há actualmente 46 agrupamentos de escu-tismo católico. J.P.F.
Teresa Cruz, primeira chefe do 1345
À frente dos destinos do Agrupamento de São Lourenço do Bairro está Teresa Cruz. Casada, 51 anos, funcionária numa gráfica e ensaiadora no Grupo Artístico e Cultural Rouxinóis de Anadia, Teresa Cruz assume a nova missão como um serviço à Igreja e à juventude. “No trabalho da paróquia, onde colaboro desde a minha juventude, por vezes usávamos algumas dinâmicas típicas do escutismo, como os acampamentos e a animação”, afirma. A dirigente aceitou, por isso, com alguma naturalidade o convite do P.e Nicolau para fazer parte da equipa que põe de pé o agrupamento e, com mais quatro pessoas, um deles o seu filho, esteve em formação durante quase três anos. Teresa Cruz está convicta do valor que o escutismo representa para a educação de crianças e jovens. “O escutismo já existia em Anadia e Avelãs de Cima, mas fazia falta nesta parte sul do concelho”, afirma.
