Durante o mês de Junho, a Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha homenageia Eça de Queirós, considerado como um dos melhores escritores portugueses de sempre, que ainda hoje continua a ser um dos mais lidos e traduzidos.
O evento fundamental da homenagem é a exposição intitulada “Eça de Queirós – os passos de um trajecto”, que procura descrever a evolução literária queirosiana ao longo do período de 1866 a 1900.
Nos 20 painéis que integram a exposição, são apresentadas reproduções de manuscritos, de frontispícios e de páginas de livros, retratos do autor e dos seus contemporâneos, publicações periódicas em que colaborou, personagens da sua ficção e lugares importantes por onde o escritor passou.
De acordo com a biografia oficial de Eça de Queirós, o escritor nasceu na Póvoa de Varzim, no ano de 1845. Após tirar o curso de Direito na Universidade de Coimbra, ocupou diversos cargos de juiz, em Portugal. Foi também diplomata em Inglaterra e em França; foi precisamente neste país que faleceu, no ano de 1900.
A região de Aveiro está intimamente ligada a Eça de Queirós, nomeadamente os lugares de Verdemilho (Aveiro) e da Costa Nova (concelho de Ílhavo). No primeiro, o escritor passou vários anos da sua infância, na casa do seu avô, o conselheiro Queirós, um destacado liberal e homem da cultura. Na Costa Nova, passou férias no “palheiro” de José Estêvão, conforme regista um painel de azulejos colocado no muro do jardim da propriedade.
