O património artístico, nomeadamente pinturas e estuques, existente no interior do palacete da Boa Vista será conservado e restaurado, de modo a valorizar esse imóvel que irá acolher a futura Biblioteca Municipal de Albergaria-a-Velha.
Depois do historiador Delfim Bismarck e da associação ADERAV alertarem para a importância daquele património artístico, a autarquia garante que irá preservar não só as nove pinturas, datadas de 1910, da autoria do artista Domingos da Costa, mas também os estuques que decoram os tectos.
A autarquia investirá 17.550 euros na recuperação das pinturas, num trabalho que será coordenado por António Vasques, técnico de conservação e restauro responsável por trabalhos realizados em edifícios históricos, entre os quais o Palácio Nacional de Queluz, o Tribunal da Cadeia da Relação (Porto) e o Mosteiro de S. Martinho de Tibães (Braga).
O palacete da Boa Vista, com a quinta anexa, onde se destacam o “castelinho”, foi mandado construir por João Patrício Álvares Ferreira, em 1896. O projecto é do arquitecto lisbonense Joaquim António Vieira, autor de diversas casas nobres, como a da viscondessa Silva Carvalho (Lisboa) e a de António Maria da Costa (Estoril).
Domingos da Costa assinou pinturas que decoram imóveis como o Palácio Foz, Palácio Vale Flor e Palácio Alverca (todos em Lisboa), Teatro Circo (em Braga) e o Palácio de Estói (no Algarve).
C.F.
