A RAVE e a COBA (Consultores de Engenharia e Ambiente) promoveram, no passado dia 27 de Outubro, uma sessão de esclarecimento em Albergaria-a-Velha sobre o traçado do TGV no concelho, com o objectivo de dar a conhecer os dois trechos em causa e suas implicações e impactos.
Nesta sessão tomaram parte o presidente da Câmara Municipal de Albergaria e outros elementos do seu executivo, mas também representantes dos presidentes das Câmaras Municipais de Oliveira do Bairro e Estarreja e os presidentes de Junta de Albergaria, Angeja, Branca e S. João de Loure. Estiveram também presentes os presidentes da Junta de Eixo (Aveiro), de Avanca e Salreu (Estarreja).
Os oradores começaram por afirmar que seriam salvaguardados os aspectos paisagísticos, monumentos etc. e que pretendiam que até ao dia 9 de Novembro se pronunciassem sob o traçado de cada “secção”. Numa curta análise ao projecto em fase inicial afirmaram que irá haver um espaço canal de 400 metros, e que terão de verificar se passará por cima de alguma casa e ver, eventualmente, quem poderá ser afectado. Só depois é que vai ser escolhido o percurso.
Caso o trecho A seja aprovado, como tudo indica, em Soutelo da Branca a ferrovia deverá passar a uma cota inferior, quase igual à da A1, podendo, eventualmente, ter de se levantar um pouco mais a EN 1 -12. Segundo a mesma fonte, a estação do TGV designada de “Aveiro Este” ficará na zona do Sobreiro, em Albergaria-a-Velha, num espaço de pinhal nas proximidades de um porto de combustíveis e da discoteca Turol. O lugar mais afectado será o de S. Marcos e não o do Sobreiro.
Nas respostas às interpelações feitas por população e autarcas, os promotores da sessão foram muito lacónicos e pouco esclarecedores, remetendo sempre para uma segunda fase a decisão final.
Um autarca desabafou: “Alguém pediu o TGV? Alguém pediu a A32?” Entre a população sente-se que há decisões já tomadas e que as sessões de esclarecimento são uma mera formalidade.
Alírio Silva
Branca não desarma contra a A32
O advogado albergariense Mário Jorge esteve na Branca, no dia 3 de Novembro, a convite da associação Auranca, a fim de elucidar a população acerca da acção há meses interposta no Tribunal Administrativo e Fiscal de Aveiro e que pede a anulação da declaração do estudo de impacte ambiental (EIA) de modo a inviabilizar a construção auto-estrada A32.
Perante dezenas de populares que enchiam a sala da Junta de Freguesia, Mário Jorge mostrou-se convicto de que a obra não avançará graças aos “vícios de que a declaração de impacte padece”. Se o tribunal decretar a nulidade da declaração do EIA, o processo deverá voltar ao princípio.
Caso o Tribunal Administrativo e Fiscal não dê razão à população, pode-se recorrer para o Tribunal Central Administrativo e – possibilidade não descartada – para o Tribunal dos Direitos Humanos.
