Alegremo-nos

Poço de Jacob – 62 Ainda respiramos Natal. Ele é sempre a consideração da vinda do Verbo à nossa condição carnal. E por nosso amor. A catequese diocesana tem-se esforçado para nos envolver na celebração deste mistério com todas as suas consequências. E os maravilhosos catequistas que temos desdobram-se em originalidade.

Somos uma igreja de Aveiro rica em doação de vidas ao serviço do Evangelho. Não querendo sobressair os meus agentes de pastoral, gostei muito do modo como Vila Nova de Monsarros viveu este tempo e do lema que se acrescentou para todo o ano catequético: “Oração que gera esperança: E sou de Cristo”. À volta desta afirmação gira toda a vida da nossa paróquia no campo pastoral, pois muitos membros da catequese são do conselho pastoral. O dia de Natal foi inesquecível. A comunidade tocou o céu. O início da celebração eucarística foi com o texto que se segue, para nossa meditação e como voto para o ano que se inicia, lido pelo dirigente da catequese e como culminar de uma caminhada intensamente vivida.

Alegremo-nos e exultemos de alegria, pois nasce em Belém o Salvador do mundo. Ele traz a paz, o amor, a esperança, o carinho, a amizade e a salvação.

Nasceu para mim, para ti e para todos.

Nasceu para ti, que celebras o seu nascimento na Eucaristia.

Nasceu para aqueles que não vão à igreja e apenas gostam dos presentes.

Nasceu para ti, que tens problemas no teu casamento e não celebraste Natal com a tua família reunida.

Nasceu para ti, que acabaste o teu curso e procuras o teu primeiro emprego.

Nasceu para ti, que perdeste o teu trabalho e tens dificuldades para sustentar os teus filhos e a tua família.

Nasceu para ti, que tens cancro ou uma doença mais grave e vives entregando tua vida na mão de Deus e dos médicos.

Nasceu para ti, que vês o teu filho entregar-se nos caminhos da droga e do álcool.

Nasceu para ti, que viste o teu pai partir e tanto ficou por dizer.

Nasceu para ti, que ficaste sem o teu marido e tua vida se desmoronou.

Nasceu para ti, que estás numa cama do hospital ou em casa, doente, e teus planos foram completamente abalados.

Nasceu para todos, pois toda a gente, de alguma maneira, sofre, até para aqueles que julgam que tudo têm e de nada precisam.

Ao longo do Advento fizemos muitos pedidos à Deus como: Vem Senhor Jesus; Liberta-me do medo; Dá-me força; Contagia-me com o Teu amor; Ensina-me a amar; Ajuda-me a permanecer firme na Fé; Muda meu coração; Ensina-me a confiar em Ti; Perdoa os meus pecados; Ensina-me a dizer “sim” aos teus convites e a não ter medo de correr o risco de te dar a minha vida; Traz conforto à minha alma; Continua a acreditar em mim; Dá-me pão; Traz de novo o amigo perdido.

Tantos pedidos feitos a Jesus! Só há uma forma de tudo isto nos ser concedido como um presente: Cada um de nós deve entregar-se como o próprio presente ao Deus Menino, aos seus braços abertos que nos querem abraçar. Não são os braços desta estátua de barro que está no presépio, mas os braços e o rosto de Jesus em cada irmão.

“O Verbo fez-se carne e habitou entre nós…” Digo-te mais: Ele habita em nós! Abre bem a porta do teu coração e Ele entrará para não mais de lá sair, pois tu és propriedade dele. Tu e eu somos de Cristo.

Feliz ano 2011, no cumprimento da vontade de Deus, na Terra, esperando a alegria exuberante do Céu!

P.e Vitor Espadilha