Pergunta da Semana – Dia 5 de Dezembro – Dia Internacional do Voluntariado Milton Ruas, 27 anos,
Engenheiro de Electrónica, Oiã
“Pensei em fazer voluntariado depois que terminei o curso. Até ao secundário, o objectivo é terminar o curso, ter uma profissão. Mas depois que já se tem o curso, procura-se um novo sentido, um novo objectivo. Então, pensei: será que aqueles que dizem que dar-se a si mesmo é a resposta têm razão? E fui experimentar. Acabei por fazer voluntariado com um rapaz que andava em cadeiras de roda e que precisava de ajuda para entrar e sair da piscina. Foi algo completamente novo, porque eu não tinha formação nisso, mas arrisquei e descobri que, quando estamos a dar-nos, conhecemos as pessoas como elas realmente são e damo-nos a conhecer”.
Susana Ludovice, 28 anos,
Enfermeira, Lisboa
“Já fiz vários tipos de voluntariado. Fiz uma missão em Angola durante dois anos com os “Leigos para o Desenvolvimento”, que foi a experiência mais marcante da minha vida. Aprendi outra forma de viver, de estar, de partilhar, ou seja, de no pouco e com pouco poder fazer muito e ser feliz. Recebe-se muito mais do que se dá. Também realço o sentido que tem o povo angolano de viver com esperança no meio das dificuldades e de todas as carências, e de ter sempre um espírito agradecido e alegre. Isso também desafiou-me a viver a vida dessa forma, agradecida e comprometida, com mais esperança no futuro”.
