Alunos de Águeda sensibilizados com ida a um orfanato

Alunos de Educação Moral e Religiosa Católica das Escolas Secundárias Marques de Castilho e Adolfo Portela (Águeda) viveram nos dias 20 a 22 de Março um fim-de-semana diferente. O tempo que passaram com as crianças e jovens do orfanato Convívio Jovem, em Campo de Besteiros, foi uma experiência muito enriquecedora.

“Tivemos a possibilidade de conhecer a instituição e seu o fundador da instituição, o Dr. Almiro, do qual recebemos uma quantidade de partilhas de vida indicadoras de uma realidade completamente diferente do mundo em que cada um de nós vive”, refere o professor de EMRC, José Cruz. “Depois disto, o que valem os nossos problemitas?”, interroga. Ficam aqui testemunhos de quem lá esteve.

“Ver este tipo de histórias todos os dias na televisão ou ouvir na rádio, etc., é completamente diferente de estar ali, cara a cara com tantas pessoas, e ainda por cima muitas delas ainda tão pequenas, que já passaram por tanto, que já sofreram tanto. Custa muito ouvir, e mesmo assim, não nos é possível sentir a dor daqueles que passaram pelas situações!

Apercebi-me de que só tenho a agradecer, pela vida que tenho, por ter uma família que está junto a mim, que me ama, protege-me, defende-me, dá-me afecto e carinho e tudo o que eu necessitar, aprendi que devemos dar mais importância a estas pequenas grandes coisas! Muitas vezes, queixamo-nos porque nem sempre nos dão o que queremos, um telemóvel topo de gama, um mp4, e todos esses bens materiais pouco contribuem para a nossa felicidade (ou que pouco deveriam contribuir)! Esse tipo de coisas não significa nada, nesta vida, por vezes tão cruel!”

Diana Freitas, 10.ºA2

“Sinceramente, pensei que o orfanato não tivesse tão boas condições para os jovens e pensava que eles viviam em muito pior situação, embora, provavelmente, trocassem aqueles bem materiais a que têm acesso por uns bons pais.

Marcou-me muito a conversa com um jovem que nos contou a sua história e chegou a pensar no suicídio. Isto levou-me a pensar “o que é que ando aqui a fazer” e “para que é que serve esta vida.”

José Duarte, 10.ºA1

“Foram os dias mais marcantes que já vivi, uma experiência única, que fez com que a minha maneira de encarar os problemas mudasse e fez com que eu desvalorizasse muitas das futilidades que me rodeiam.

Ao convivermos directamente com estas crianças e com as suas histórias, temos uma ideia diferente acerca da realidade e crueldade por eles vivida.

Percebi que dar-lhes carinho, ou um momento de atenção, criava em mim uma enorme satisfação!”

Ana Vasconcelos, 10.ºA2

“Peço ao professor que organize mais saídas deste tipo. São pessoas muito simpáticas, receberam-nos como se fizéssemos parte da família. Divertimo-nos todos muito, foi muito bom tudo o que lá se passou. Fiquei muito triste com a despedida. Estivemos lá pouco tempo, mas foi suficiente para nos afeiçoarmos a eles. Tenho saudades daquilo”.

Diana Matos, 10.ºA1