Alunos de EMRC recordam Auschwitz para aprender com a página mais negra a história

Os alunos de Educação Moral Religiosa e Católica do Instituto Duarte de Lemos dedicaram encontro aos 65 anos do encerramento do campo de concentração de Auschwitz

No ano em que se assinalam 65 anos do encerramento do mais famoso campo de concentração nazi, Auschwitz, alunos e professores de Educação Moral e Religiosa Católica do Instituto Duarte Lemos (Trofa – Águeda) procuraram aproximar-se de um dos acontecimentos mais tristes da história humana: os campos de concentração nazis.

“Procurámos a experiência do estilo de vida de um campo de concentração e das sensações de ser aprisionado inocentemente à mercê do ódio alheio, bem como, das emoções e sensações de ser sobrevivente de um campo de concentração”, referem os alunos, num comunicado da escola.

O imaginário deste ano levou-os a viajar para um ambiente paralelo ao de um campo de concentração nazi, que como se sabe, torturou e exterminou inocentes por motivos ideo-lógicos ou raciais. Tratou-se de “uma aula de campo sobre um pedaço de história que não pode ser esquecido”.

Ao longo de três dias o grupo constituído por trinta e oito alunos (os prisioneiros) e catorze professores (a Guarda de Elite) dividiu as suas actividades entre Albergaria-a-Ve-lha, Sernada do Vouga e a Praia de Vagueira, vivenciando um conjunto de experiências que permitiram aos alunos reflectir sobre os direitos humanos em geral e um dos períodos mais negros da História da Humanidade. A actividade, simultaneamente, reforçou o espírito de grupo e a solidariedade entre todos.

Testemunhos

Encontro marcante

O encontro marcou-me profundamente e nunca o irei esquecer. Foi o meu primeiro e espero vivamente não ser o último. Mas aquelas camisolas, aquele comer, aquela “cela” e os seus momentos, aqueles guardas prisionais (que de guardas não tinham nada…), aquele cozinheiro maneta e o seu assistente, os banhos não tomados, os interrogatórios, as poucas horas de sono, aqueles esforços físicos, aquele cheiro fedorento (…) fizeram todo o sentido! Parece que passei um mau bocado mas foi dos melhores da minha vida (…)!

Rosa Lina Almeida, 9.º C

Marcante, foi marcante. Ainda só passou um dia desde que acabou a minha vivência enquanto prisioneira, e hoje só consigo recordar o momento com saudade. Foi (…) um grande encontro. Obrigada, professores, obrigada! A nossa felicidade, hoje, ao recordar o momento, é o reflexo da vossa total entrega.

Sara Matos , 9.ºA