Alunos denunciam violações dos direios humanos e convidam para momento de oração

Está a decorrer a semana da disciplina EMRC (Educação Moral e Religiosa Católica). Na Escola Secundária José Estêvão (ESJE), Aveiro, os alunos da professora Teresa Grancho andaram a oferecer abraços pela escola na segunda-feira, que foi também o dia do “in-veste”. Neste dia, muitos cristãos e principalmente os jovens vestiram uma peça de roupa alusiva à Missão Jubilar, geralmente de cor branca, como sinal exterior de fé e de participação na comemoração dos 75 anos da restauração da Diocese de Aveiro.

Na terça-feira, os alunos representaram várias situações que figuram violações dos direitos humanos, desde a exploração sexual, às drogas, passando pelas dificuldades no entendimento entre religiões e diversos tipos de discriminação social.

Hoje, 13 de março, na sala de teatro da ESJE, os alunos organizam um espaço de oração ao estilo de Taizé, a partir das 15h. O espaço está aberto a todos os alunos e professores e também à comunidade aveirense.

Na sexta-feira, encerrando a semana, os alunos encenam no intervalo das 10h a coreografia que no “Dia do grito pela paz” (11 de janeiro) foi representada em todos os arciprestados. Recorde-se que a junção dos gestos à música “Give peace a chance” (do “beatle” John Lennon) foi uma ideia da professora de EMRC desta escola.

Testemunho

A essência de Taizé

Quando pensamos em Taizé, pensamos em algo grandioso e fantástico, associado a um conceito utópico que nos remete para um destino deveras sereno. E, na verdade, é essa a essência de Taizé.

Vou a Taizé porque preciso de me encontrar e de procurar caminhos que me permitam alcançar a felicidade. E de facto, é isso que eu encontro em Taizé: um lugar onde contacto com Deus, que me dá missões e indicações que melhoram a minha vida. Quando ouvimos os sinos a tocar, antes das orações, não ouvimos apenas o seu toque, mas sim o Seu chamamento. Rezar nas orações de Taizé é rezar em silêncio: só na serenidade do silêncio podemos encontrar Deus, só no silêncio podemos escutar a nós próprios e refletir na nossa vida. Só no silêncio é que eu ouço o meu coração e o Dele.

Patrícia Alves (esteve na comunidade ecuménica francesa, com outros aveirenses,

na semana de Carnaval)