“Amigos do CUFC” avançam com grupo que poderá dar origem a uma associação

No início dos 25 anos da instituição criada pela diocese de Aveiro para a pastoral do ensino superior, os antigos frequentadores do CUFC manifestam vontade de manter ligações.

Cerca de quatro dezenas de “amigos do CUFC”, isto é, antigos e alguns actuais frequentadores do Centro Universitário Fé e Cultura (CUFC), encontraram-se no dia 11 de Setembro. A reunião foi principalmente de convívio, no início do ano pastoral em que o CUFC completará 25 anos de formalização (25 de Março de 1987), mas também de reflexão sobre fé e cultura e celebração – as três grandes finalidades da casa criada pela diocese de Aveiro para promover as pastoral do ensino superior.

A ideia de criar uma associação de “amigos do CUFC” foi debatida, gerando-se um consenso à volta da criação de um grupo, para já sem grandes burocracias, que promova a interligação entre os que foram marcados na sua formação humana e espiritual pelo espaço CUFC. Ao longo das duas décadas e meia, milhares de jovens e adultos, não só da Universidade de Aveiro, mas também dos outros institutos superiores da cidade, passaram por actividades do Centro Universitário como conferências, retiros espirituais, bênção dos finalistas, cursos de relações humanas, acampamentos. Alguns deles manifestaram no encontro do domingo passado o desejo de espaços de encontro e alimento espiritual que não se encontram noutros contextos. Adiantou-se também a ideia de os que passaram pelo Centro Universitário, agora instalados profissionalmente, poderem responder a alguma necessidade material da casa, à boa maneira dos antigos alunos das universidades norte-americanas, tudo isto sempre em consonância com a direcção em funções no CUFC.

O encontro, dinamizado principalmente pelos antigos “cufquistas” Joana Condesso e Pedro Ferreira, incluiu a Eucaristia, presidida pelo P.e Georgino e concelebrada pelo P.e Pedro José, que fez a homilia. Na celebração, a Ir.ª Isabel Grangeon renovou os seus votos religiosos. No final, a religiosa do Sagrado Coração de Maria, actualmente a trabalhar num colégio do Porto, plantou no jardim do Centro Universitário uma magnólia, que, como explicou Joana Condesso, “é uma árvore que dá flor quando as outras não dão e é de madeira preciosa mas macia” – uma boa planta para explicar a vida religiosa e a personalidade da freira que, durante uma década de colaboração no CUFC e na pastoral universitária, marcou positivamente muitos jovens.

J.P.F.