Acções previstas para este mês Há seis anos que a Ria está abandonada pelo Ministério do Ambiente. O investimento é zero. A AMRia quer enverter a situação
Durante este mês, a AMRia – Associação dos Municípios da Ria, quer levar a Ria de Aveiro para o centro da discussão pública, promovendo um vasto conjunto de actividades, nomeadamente um abaixo-assinado “em defesa da Ria de Aveiro e da definição de um modelo de gestão eficaz”, que, em Novembro, será enviado ao governo e à Comissão Europeia, e o pedido para que o Presidente da República, Cavaco Silva, intervenha “neste processo, no sentido de interceder junto do governo visando a resolução de tão grave problema”.
Outra medida prevista para Outubro é a realização de um encontro com as entidades que formalmene têm relação de utilização, de interesse político e / ou de jurisdição sobre a Ria de Aveiro, para “debater e definir formas de luta junto do governo, em defesa da Ria de Aveiro”, refere uma nota de imprensa emanada pela AMRia.
A Associação dos Municípios da Ria vai “reiterar, agora formalmente, a solicitação aos deputados do círculo eleitoral de Aveiro para que subscrevam um requerimento ao governo sobre a urgência da resolução do problema da gestão da Ria de Aveiro”, bem como “solicitar o apoio da comunicaçao social ao tratamento sistemático de assuntos respeitantes à Ria de Aveiro, nomeadamente à sua gestão, de forma a manter a opinião pública devidamente informada e participativa neste processo”.
Na base destas medidas está, no dizer da AMRia, a “falta de resposta do governo às múltiplas solicitações de audiências feitas pelo conselho de administração da AMRia, com especial incidência ao Ministro do Ambiente”, bem como “a falta de decisão do governo sobre a gestão da Ria de Aveiro, até ao presente, não se vislumbrando qualquer decisão quer do Ministro do Ambiente, quer do Primeiro Ministro, que foi directamente instado pela AMRia”.
Essa urgência da AMRia em encontrar uma solução para a gestão da Ria de Aveiro deve-se às “condições de abandono institucional e de gestão a que está votada a Ria de Aveiro há cerca de seis anos, pela entidade que tem formalmente a responsabilidade da sua jurisdição e gestão – o Ministério do Ambiente, do Ordenamento do Território e do Desenvolvimento Regional, pela sua Comissão de Coordenação e Desenvolvimento Regional do Centro -, que vão desde o investimento zero, até ao incumprimento de acções simples do nível administrativo”. Daí, a “urgência absoluta de activar um mecanismo de gestão da Ria de Aveiro, em defesa da boa preservação deste património e da sua correcta e sustentável utilização com rentabilidade ambiental e sócio-económica”, realça a AMRia.
