Anedotas com alma

Livros “As pessoas que conheceram bem João Paulo II contam que nem nas piores situações o Papa perdia o sentido de humor. Joaquín Navarro-Valls, porta-voz da Santa Sé, perguntou-lhe um dia directamente:

– Vossa Santidade chora?

– Nunca para fora – respondeu o Papa.”

É de histórias como esta que este livrinho de capas cartonadas é feito. O título original desta obra era “Florinhas de João Paulo II” e remetia para as célebres “fioretti” de São Francisco de Assis ou as não menos populares “Florinhas do Bom Papa João”, sobre João XXIII. Os tradutores optaram por um título que dissesse mais aos leitores actuais.

Estas recordações percorrem a vida de Karol Wojtyla, de leigo a Papa, passando pelos períodos em foi padre e bispo. Marcam presença as história apócrifas, como aquela que todos ouviam no auge das viagens papais: “Qual a diferença entre o Papa e o Espírito Santo? O Espírito Santo está em toda a parte. O Papa já lá esteve”. E outras que de facto revelam o carácter do Papa polaco, como esta relatada por G. Weigel, talvez o melhor biógrafo de João Paulo II: “O plano de construção de uma piscina em Castel Gandolfo provocou críticas a João Paulo II nos meios de comunicação social… Começaram a acusar o Papa de ser gastador e… egoísta. E ele respondeu: – O Papa necessita de exercício físico. E os novos conclaves custariam muito mais.”

Apesar de cheio de curiosidades, o período papal de Karol Wojtyla parece estar mal representado na obra. É-lhe dedicado menos de um terço. E faltam muitos outros casos, como aquele, na Terra Santa, em que lhe oferecem um tijolo que teria pertencido à casa de Abraão. João Paulo não deixa de comentar: “E eu que pensava que ele tinha vivido em tendas!”

J.P.F.