Projecto QAHAL reúne de novo e marca encontro para Maio Formar animadores, eis uma das tarefas que têm ocupado algum tempo na agenda deste ano do Secretariado da Pastoral Juvenil (SDPJ). O projecto formativo – QAHAL – que arrancou em Novembro, e do qual já fomos aqui dando conta, teve a sua segunda sessão no dia 21, no Seminário de Aveiro.
Os 19 jovens da diocese que abraçaram este desafio de formação voltaram a juntar-se, para, desta vez, desenvolver e partilhar impressões sobre o animador de um grupo de jovens e as suas competências específicas bem como conhecer os monitores do projecto que cada um vai ter de desenvolver até Junho.
“Um animador de um grupo de jovens católico da diocese de Aveiro não deve viver apenas na realidade da sua paróquia, do seu grupo; deve conhecer minimamente a estrutura da diocese, a forma como a cúria diocesana se organiza, os movimentos que existem e fundamentalmente saber que há um Secretariado que lhe diz respeito e ao qual deve solicitar apoio e com o qual deve colaborar enquanto agente que partilha a mesma tarefa: fazer pastoral juvenil”. Esta poderia ser apenas uma nota de rodapé nas competências; afinal parte-se do princípio que isto aconteça, naturalmente. Pois bem, alguns dos animadores presentes foram partilhando, quando falávamos disto: “Há jovens, que frequentam com assiduidade grupos de jovens, que nem sabem que existe um Secretariado de Pastoral Juvenil”; e acrescentaram mais: a maior parte desconhece que as paróquias se organizam em arciprestados, e que estes são 10 na nossa diocese, e que é suposto que estes trabalhem em harmonia com os jovens representados nas equipas arciprestais. Ainda bem que esta foi também uma das áreas que o SDPJ apresentou como sendo essencial os animadores dominarem: Pastoral Juvenil, saber onde estamos, com quem trabalhamos e de que forma nos situamos dentro da nossa diocese; bem como, a nível nacional, referir o trabalho de coordenação desempenhado pelo Departamento Nacional de Pastoral Juvenil.
Ferramentas do animador
A manhã terminou com o desenvolvimento das competências que cada animador deve dominar enquanto ferramentas essenciais à sua animação de jovens em ambiente eclesial. Como surgiu da partilha que se foi fazendo “um animador, não pode só dominar conhecimentos e saber fazer animação; enquanto jovem/adulto um animador é “aquele que deve encarnar na sua vida e na postura que adopta o que promove junto dos jovens; deve, por isso, saber-saber, saber-fazer e saber-ser.”
Aos animadores é pedido que dominem, na área bíblico-teológica, as verdades fundamentais da fé (no que se refere a Deus Pai de Jesus, a Jesus Cristo e o Reino, ao Espírito Santo e à Igreja), a vivência da fé (no que concerne à oração, à vida moral, a Maria e aos Crentes exemplares), o conhecimento da celebração da fé com os sacramentos e saibam pelo menos como se organiza a Palavra de Deus. Já na área-relacional-comunicativa e pedagógica, são essenciais ferramentas de relações humanas que permitam gerir conflitos, saber trabalhar em equipa, dominar alguma psicologia do desenvolvimento e de grupo e a comunicação e a linguagem. E estas competências só farão sentido se, sob pano de fundo destas ferramentas, o animador nunca perder do seu horizonte para quem e com quem desenvolve este trabalho de animação e evangelização. Aqui surge inevitavelmente a área de inserção eclesial, que diz respeito à pastoral geral, à pastoral juvenil, à sua realidade paroquial e a uma permanente planificação e avaliação.
Trabalho no projecto
Antes do almoço, ainda houve tempo para, em forma de encerramento da manhã de trabalho, e da formação específica do SDPJ Aveiro, se apresentarem os traços do que é uma Metodologia de Projecto e as várias etapas que esta pressupõe. O trabalho que os 19 animadores vão desenvolver com os monitores, até Junho, vai passar por esta forma de trabalhar: elaborar um projecto – com um fim, que durante um certo período de tempo vai sendo planificado, executado, adaptado e avaliado – que no próximo ano pastoral possa ser posto em prática numa realidade paroquial da diocese.
À tarde, foi tempo de apresentação e primeiro encontro de trabalho com os monitores dos 4 temas que aceitaram o convite do SDPJ para colaborar nesta formação (ver texto ao lado).
O encontro da segunda sessão terminou com o primeiro contacto e reunião de arranque dos monitores com os animadores; e o encontro ficou marcado para Maio, onde, em sessão plenária, se vão apresentar e partilhar as primeiras pinceladas do que se espera que sejam projectos-piloto que possam de alguma forma enriquecer e sistematizar o trabalho com jovens da diocese nos próximos anos.
S.D.P.J.
19 animadores, 5 monitores, 4 temas
Com o maior número de animadores inscritos, 6, está a área de Planeamento de Pastoral Juvenil a nível Paroquial, cujo monitor é o Padre Joaquim Martins, Pároco de Esgueira e professor do Instituto Superior de Ciências Religiosas de Aveiro (ISCRA), nas áreas da pedagogia e psicologia. Na área da Dimensão Moral: Ser discípulo de Jesus Cristo Hoje, dada pelo Padre Francisco Martins, estão inscritos 5 jovens que vão, ao longo destes próximos meses, poder trabalhar este tema com alguém que tem formação específica em Teologia Moral. Outro dos temas que reuniu o interesse de mais cinco jovens foi “Espiritualidade do Jovem”, da responsabilidade do Dr. Duarte Vieira, dirigente do Corpo Nacional de Escutas desde 1990. O tema “Cristianismo e espaços formativos” (3 animadores) contará com dois monitores mais do que experientes na matéria: Padre Alexandre Cruz, membro da direcção do CUFC, em Aveiro, e professor no ISCRA e a Dr. Elisa Urbano, Directora do Secretariado Diocesano do Ensino Religioso nas Escolas.
