Bento XVI desafia os cristãos a fazerem do Ano da Fé, com início marcado para 11 de outubro, uma ocasião de comunhão e de crescimento numa entrega inabalável a Deus, à imagem de Maria. Numa nota publicada pela sala de imprensa da Santa Sé, o Papa sublinha a importância de transformar a celebração num “verdadeiro momento de graça”, com a ajuda da Mãe de Deus, “farol luminoso e modelo de plenitude e maturidade cristã”.
A comemoração do Ano da Fé, convocada pela Igreja Católica para ajudar os fiéis a viverem “com maior empenho e coerência” a sua “vocação de filhos de Deus”, coincide com a passagem do 50º aniversário da realização do Concílio Vaticano II (1962-1965) e o 20.º aniversário do Catecismo da Igreja Católica.
Segundo o Papa, que participou no concílio como teólogo convidado pelo cardeal de Colónia, um grupo de padres queria que “a figura e o papel da Virgem Maria na história da salvação” fossem tratados dentro da Constituição Dogmática sobre a Igreja, enquanto outro grupo defendia a elaboração de um documento à parte, mais aprofundado. A primeira opção acabou por prevalecer e a Constituição “Lumen Gentium” (Luz dos Povos) foi completada com um capítulo sobre Maria enquanto “geradora do Filho de Deus, filha predileta do Pai e sacrário do Espirito Santo”.
O Papa deixou estas notas pessoais sobre o Ano da Fé, o Concílio Vaticano II e Nossa Senhora numa audiência dada a cerca de 350 participantes do 23.º Congresso Mariológico Internacional, que terminou no domingo em Roma.
Ag. Ecclesia/C.V.
