Beira-Mar, 1 – Feirense, 0 Confusão – À boa maneira portuguesa, o Beira-Mar disponibilizou à última hora os bilhetes para o jogo e informações relativas ao pagamento de quotas. Responderam os sócios e adeptos que, já tendo começado a partida, ainda faziam longas filas junto às bilheteiras. Para evitar males maiores, a direcção decidiu abrir os portões.
Diferenças – Demorou largos minutos uma melhor adaptação ao estilo “duro” da Liga de Honra. Até então, o jogo viril dos visitantes atordoou os aveirenses, que raramente conseguiram impor o seu futebol. Labarthe estava sempre no relvado e apenas a velocidade de Roma (muito desacompanhado) animava os adeptos.
Nulidades – Adivinhava-se novo empate sem golos. O conjunto de Inácio parecia incapaz de furar a organização defensiva adversária. Estes não demonstravam ambição maior que o empate e até o árbitro irritava, com alguma dualidade de critérios no capítulo disciplinar.
Clímax – Descontados quase os 4’ de compensação, Roma isolou-se e bateu o guarda-redes Bruno. Explosão de alegria nas bancadas. Reduzidos a 10 e sem fazer um grande jogo, os aveirenses alcançaram os 3 pontos.
Patético – Antes do derradeiro apito de Paulo Paraty, os visitantes mostraram que também sabem repor rapidamente a bola em jogo, ao contrário do que deram a entender durante toda a partida. Um regalo aos olhos do seu preparador físico!
Nuno Caniço
