Ao trabalho

Acabamos de celebrar o Dia Mundial do Trabalho e do Trabalhador, que foi criado em 1889, por ocasião do Congresso Socialista realizado em Paris. A data foi escolhida em homenagem à greve geral, que aconteceu no 1º de Maio de 1886, em Chicago, um dos principais centros industriais da época. Ao trabalho!

O Governo, perante o cenário pouco viável na tesouraria da (In)Segurança Social, obriga-se a tomar decisões pouco consentâneas com o nosso tradicional deixa a andar! Assim, já todos vamos percebendo que é preciso trabalhar mais, gastar menos, viver menos tempo! A teia que se foi tecendo à volta da Previdência parece um buraco sem fundo e as informações que são disponibilizadas apenas se deduzem pelas medidas tomadas. Isto chega a parecer um daqueles incidentes da história em que, perante a iminência da tragédia, o guia, piloto, condutor ou simples animador vai tentando serenar os ânimos das populações, clientes ou viajantes: “Está tudo perdido mas mantenham a calma!” – clamando sufocado!

Haverá segurança nesta Segurança? Para já… ao trabalho!

Scolari – treinador brasileiro ao serviço da Federação Portuguesa de Futebol, vulgo seleccionador – disse não ao futebol inglês depois do futebol inglês, para o cargo homólogo, ter dito que o tinha contactado no âmbito do processo de escolha do futuro seleccionador.

(Façamos aqui um parêntese para manifestar perplexidade pelo amadorismo destes profissionais de milhões. Será que alguém acredita que tudo foi assim tratado com tanta simplicidade? Os contornos, a fidelização a Portugal,… são assim tão desmedidos?! Por mais méritos que possam existir, é óbvio que o potencial de Portugal não deve ser igual ao de Inglaterra!? Ou será?)

De manhã, o seleccionador nacional estava zangado por não vislumbrar saída profissional depois do terminus do seu contrato actual. Daí, andar a tratar do seu futuro. À noite, Portugal não tem cultura para perder assim o mister da selecção, etc., etc. Em que ficamos? Fica ou vai?

E como estamos às portas do mundial de futebol, com o pensamento em fiascos bem recentes – só no Mundial de 66 é que houve alguma dignidade, as outras participações no mundial de futebol têm dado totalmente para o torto… – lá vamos acreditando que é desta! Ao trabalho!

Desportivamente… pelo desporto!