Na viragem da meta Pois é, parece que ainda ontem começou e já vamos a meio da Superliga de Futebol…
Decorridas as 17 Jornadas, o Beira Mar afigura-se como a grande revelação do Campeonato ao ocupar a 5ª posição da tabela classificativa e ao cometer a proeza histórica de ir à nova Luz bater o Benfica, no dia da sua inauguração oficial. A sua forma de jogar tem sido destacada pela imprensa nacional, sendo, muitas vezes, considerada, a par do Porto, a equipa a melhor jogar futebol em Portugal.
Assim, e a meio do Campeonato, o Beira Mar tem desde já assegurado o primeiro objectivo para esta época: não descer.
Agora só falta cumprir o segundo: ficar entre os dez primeiros e quem sabe ir à Europa! Pelo que temos visto, não é de todo impossivel, bem pelo contrário.
Beira Mar, 1 – Gil Vicente, 1
BEIRA MAR: Marriott; Ribeiro, Filipe, Saúl e Areias; Sandro, Levato, Juninho Petrolina e Kata; Kingsley e Wijnhard.
Substituições: Levato por Carlinhos (58m), Filipe por Gamboa (58m) e Ribeiro por Whelliton (70m).
Treinador: António Sousa.
GIL VICENTE: Paulo Jorge; Ferreira, Nunes, Gaspar e Nuno Amaro; Luís Loureiro, Luís Coentrão, Casquilha e Edinho; Nandinho e Ferreira II.
Substituições: FerreiraII por Yuri (64m), Nandinho por Fábio Januário (79m) e Luís Coentrão por Ivo Afonso (83m).
Treinador: Luís Campos.
No 1º jogo oficial no novo Mário Duarte, o Beira Mar não foi além de um empate a uma bola frente ao Gil Vicente, perdendo, assim, a oportunidade de se aproximar mais do Braga e Benfica.
Num jogo que contou com cerca de 10.000 espectadores, o Beira Mar entrou um pouco nervoso, eventualmente fruto do nervoso da “casa nova”. Logo aos 10 minutos Wijnhard, isolado frente a Paulo Jorge, falha o golo quase certo que daria a vantagem no marcador. O Beira Mar dominava, mas sempre de forma nervosa, sem grande consistência. O Gil Vicente ia tentando suster o Beira Mar, não enjeitando, no entanto, o contra ataque, como foi o caso aos 39 minutos, numa jogada bem delineada, cruzamento da esquerda e Ferreira II de cabeça marca pela primeira vez no Mário Duarte.
A seguir ao reatamento, logo aos 49 minutos Nuno Amaro vê o segundo amarelo e consequente vermelho. O Gil passava a jogar então, com 10 jogadores. E se com 11 parecia difícil, com 10 não se viram grandes melhorias.
Porém, num dos lances, Casquilha, derruba Gambôa dentro da área. Falta para grande penalidade assinalada pelo árbitro Nélio Mendonça. Wijnhard desta vez não perdoou e restabeleceu a igualdade.
Mas como reza a tradição em dia de Festa de S. Gonçalinho, o Beira Mar não perde… e na Segunda não perdeu…
Quanto à nova casa muito ain-da há a fazer, a começar pelas acessibilidades, 40 minutos do centro da cidade ao estádio é muito tempo. E depois, as estradas enlameadas, a falta de placas indicativas, dificulta a progressão. A saída do estádio, foi também um pesadelo para muitos espectadores. A GNR bem que estava presente, mas pouco ligeira a fazer fluir o trânsito, o que redundava numa longa espera nos parques de estaciona-mento.
Incompreensível, foi também a falta de “apanha bolas” durante o jogo o que permitiu ao Gil Vicente, ganhar alguns preciosos minutos…
