Apresentado projecto “Inventart’Arte”

Autarquia inventaria património móvel “Inventart’Arte” é um projecto da autarquia aveirense que tem por objectivo inventariar o património artístico móvel do concelho, apresentado recentemente no Museu da Cidade, local onde esse espólio integrará a primeira exposição oficial do Museu da Cidade (localizado no antigo Museu da República), que será inaugurada no próximo mês de Julho.

Das muitas peças inventariadas e já integradas no projecto “Inventart’Arte” está a pequena urna com os restos mortais de José Estêvão, o chapéu do Comandante Rocha e Cunha (de cerca de 1915), um azulejo hispano-mourisco do século XVI, o estudo para a realização da calçada da Praça Marquês de Pombal de António Quadros (projecto datado de 1963), um cartão estereoscópico de cerca de 1875, entre outras peças de interesse histórico e cultural, como pintura, escultura, cerâmica, moldes industriais, fotografias, alfaias, painéis de azulejos, trajes, acessórios e objectos diversos.

Ao longo de décadas, os serviços de cultura da autarquia foram recolhendo diversificado espólio, das mais variadas origens, desde imóveis antigos demolidos a peças oferecidas à autarquia ou por esta adquiridas, espólio esse que foi alvo de um inventário sistemático, de que resultou a carta municipal do património cultural.

Para além do espólio guardado em diversos locais, há também peças que se encontram expostas em locais públicos da autarquia, nomeadamente em gabinetes e outros espaços municipais.

Depois do levantamento e inventariação do património móvel, o projecto prossegue com o processo de conservação, classificação e catalogação.

Curso sobre fotografia e documento

“In Memoriam… E quando as fotografias de arquivo irrompem fronteiras?” é o título de um curso que irá decorrer no Museu da Cidade, nos dias 5 e 6 de Maio, por iniciativa da Divisão de Museus e Património Histórico da Câmara Municipal de Aveiro, com orientação de Cláudia Camacho, uma curadora independente doutoranda da Faculdade de Belas Artes da Universidade Complutense, de Madrid.

No curso, que visa estimular a reflexão e o debate em torno da fotografia e documento, será feita uma análise em torno da convivência entre a prática artística actual e a forma como esta utiliza as fotografias de arquivo. O tema central do curso tem a ver com a memória entendida como ponto de partida e não como ponto de chegada. Serão ainda abordados temas como memórias mutiladas, memórias “reavivadas”, entre outros assuntos.

As inscrições devem ser efectuadas até ao dia 3 de Maio.