Bairrada O escritor bairradino Arsénio Mota, com o livro “Quase tudo nada”, venceu a primeira edição do Prémio Literário Carlos de Oliveira, com o valor de cinco mil euros, numa iniciativa conjunta da Câmara Municipal de Cantanhede e do Centro de Estudos Carlos de Oliveira.
Com Arsénio Mota concorreram mais dez autores, dois dos quais foram distinguidos com menções honrosas: João Carlos Costa da Cruz e Emília Ferreira, com os trabalhos “Parede de Adobo” e “Visões do Azul”, respectivamente.
O Prémio Literário Carlos de Oliveira visa estimular a criação literária em torno das referências sócio-culturais da região da Gândara e, em simultâneo, homenagear e divulgar a obra e a vida do escritor Carlos Oliveira, que residiu em Febres, no concelho de Cantanhede.
A comemorar os seus cinquenta anos de carreira literária, Arsénio Mota nasceu em Bustos, no concelho de Oliveira do Bairro, no dia 25 de Abril de 1930. Em 1955, publicou o seu primeiro livro de crónicas, ano em que também publicou, sob o pseudónimo de Arsénio de Bustos, o seu primeiro livro de poesia, intitulado “O Canto Desconforme”. Desde então, publicou dezenas de obras, tanto de poesia, como de crónica, de conto, de historiografia, de investigação literária e de ficção, incluindo inúmeros livros de literatura para a infância. Além disso, organizou e colaborou em diversas antologias literárias, prefaciou livros de vários autores e dirigiu suplementos literários e culturais em diversos jornais da região de Aveiro e da Bairrada.
Arsénio Mota exerceu, durante algumas décadas, a profissão de jornalista no “Jornal de Notícias”, no Porto, cidade onde reside. Na sua dupla qualidade de jornalista e de escritor, é sócio da Sociedade Portuguesa de Autores, da Sociedade Portuguesa de Escritores, da Sociedade de Língua Portuguesa, da Associação de Jornalistas e Escritores da Bairrada (da qual foi fundador e primeiro director) e da Secção Portuguesa da IBBY – International Board on Book for Young People.
C.F.
