Árvore de Natal enriquece simbolismo do presépio, afirma o Papa

A Praça de São Pedro está decorada com abeto de mais de 30 de metros. A árvore veio de uma floresta sustentável do norte de Itália para “criar o clima propício” para o Nascimento do Redentor.

Bento XVI afirmou na sexta-feira passada, 17 de Dezembro, que “a árvore de Natal enriquece o valor simbólico do presépio”, num dia em que a Praça de São Pedro ficou decorada com um abeto de mais de 30 de metros de altura, iluminado por 1500 luzes brancas e amarelas.

Recebendo as autoridades civis e religiosas da região italiana alpina do Tirol do Sul, que ofereceu a árvore ao Vaticano, o Papa disse que esta “é uma mensagem de fraternidade e de amizade, um convite à unidade e à paz”.

A árvore de Natal e o presépio, acrescentou, deixam “um convite a dar lugar, na nossa vida e na sociedade, a Deus, o qual nos oferece o seu amor omnipotente através da frágil figura de um Menino”. Estes símbolos transmitem uma mensagem “de esperança e de amor”, e ajudam a “criar o clima propício para viver na justa dimensão espiritual e religiosa o mistério do Nascimento do Redentor”.

Segundo uma tradição natalícia estabelecida pelo falecido João Paulo II, há mais de duas décadas, no centro da Praça de São Pedro foi preparado um presépio de grandes dimensões, junto do qual se encontra instalado a árvore de Natal do Vaticano. Trata-se, este ano, de um abeto vermelho, com 94 anos e cinco toneladas, que chega da uma floresta gerida de forma sustentável, certificada pelo Programa para o Reconhecimento de Sistemas de Certificação Florestal (Programe for the Endorsement of Forest Certification – PEFC; www.pefc.org).

A decoração inclui três mil esferas douradas e prateadas, com 1500 luzes brancas e amarelas, dotadas de “maior eficiência em termos de consumo e manutenção”, segundo revelou o jornal do Vaticano. Outras 50 árvores, mais pequenas, vão decorar as salas e os diversos espaços da cidade, todas elas provenientes de florestas certificadas PEFC.

São José, modelo para os cristãos

Bento XVI apelou à coragem e confiança no futuro, apresentando a figura de São José como um modelo para os cristãos de todo o mundo. No Angelus do domingo passado, o Papa dedicou a sua breve catequese ao noivo de Maria, “a qual, antes de terem vivido em comum, engravidou por obra do Espírito Santo”.

Embora “perturbado”, disse Bento XVI, José age “como lhe tinha ordenado o anjo do Senhor”, na certeza de realizar o que era justo. “Ao dar o nome de ‘Jesus’ àquele Menino que sustenta todo o universo, coloca-se na linha dos servos humildes e fiéis, à semelhança dos anjos e dos profetas, mártires e apóstolos”, acrescentou.

“A S. José, patrono universal da Igreja, desejo confiar todos os Pastores, exortando-os a oferecerem aos fiéis cristãos e ao mundo inteiro a humilde e quotidiana proposta das palavras e dos gestos de Cristo”, referiu.