Alberto Souto surpreendido Num dia fui a São Bernardo e vi os terrenos circundantes do ex-Centro de Saúde Mental abandonados, em selva. No dia seguinte, logo pela manhãzinha, deparei com a mesma zona, uma vasta área, quase limpa e com quatro ou cinco máquinas a trabalharem velozmente…
Telefonei ao Presidente da Junta, Élio Maia, que me informou já estar a enviar para os jornais um fax a comunicar que aqueles terrenos e instalações tinham sido objecto de um acordo entre aquela Junta e a Direcção Geral do Património, onde irão, porventura, instalar-se as sedes das associações daquela terra, salientando que, depois de baldadas todas as diligências da autarquia, se chegou a um entendinento protocolar, remetendo-nos para a exposição enviada.
Nessa exposição faz-se a história do grande complexo, que já serviu para muitas coisas. Entretanto, Alberto Souto, segundo a comunicação social, mostra-se surpreendido com o que se passou, ultrapassando-se tudo e todos. A Câmara liderava o processo de negociações sobre o futuro do imóvel, referindo ao “Público” que estava “estupefacto perante a descortesia institucional da tutela. Oficialmente não sei de nada. Nunca renunciámos à permuta e até confirmámos o nosso interesse por aquela aquisição”, disse.
Na exposição que o presidente da Junta de São Bernardo enviou aos jornais, assinala-se o regozijo de se ter encontrado uma solução para curar a degradação do imóvel, evidenciando-se que “nos últimos doze anos a nossa freguesia desenvolveu inúmeras iniciativas, no sentido de ser encontrada uma solução para aquelas instalações”.
“Diferentes primeiros-ministros, ministros, secretários de Estado e directores gerais, governadores civis e entidades de Saúde Regionais foram assumindo compromissos e foi constantemente reafirmada a plena convicção de que, mais ou menos rapidamente, iria ser concretizada uma solução”, lembra Élio Maia
Tece algumas críticas à autarquia liderada por Alberto Souto, referindo nomeadamente que tudo aconteceu porque “a Câmara Municipal, por ofícios de 2002 e de 19 de Fevereiro de 2003, solicitou a exclusão da permuta aprovada”, com o fundamento em “alterações de opções de planeamento”, solicitação que automaticamente levou à anulação e inviabilidade do acordo obtido.
Élio Maia, congratulando-se com o passo, ora dado, sublinha a “feliz conclusão, no dia 18 de Setembro de 2003, com a assinatura em Lisboa, a Título Precário, celebrado entre o Dr. Francisco Maria de Freitas de Morais Sarmento Ramalho, Director-Geral da Direcção Geral do Património, e a nossa Junta de Freguesia de São Bernardo, da entrega do ex-Centro de Saúde Mental, para “cuidar do mesmo e evitar as sua deterioração. Esta cessão decorrerá até à conclusão do processo de alienação, por hasta pública ou cessão a título definitivo”.
