Auri-negros ganham e garantem praticamente a manutenção

Beira-Mar 3 – Paços de Ferreira 1 As circunstâncias:

Sexta-feira 11 de Março; Estádio Municipal de Aveiro; Beira-Mar 3 (Tatu 3’, Djamal 73’ e Renan 94’) – Paços de Ferreira 1 (Mário Rondon 64’); Árbitro: Marco Ferreira, da AF Madeira.

Surpresa(s):

No relvado iam encontrar-se aquelas que já foram denominadas as equipas surpresa do campeonato. De um lado o Beira-Mar, que já não ganhava em casa desde 19 de Dezembro; do outro, uma equipa que ocupa o quarto lugar e que tem apresentado um futebol de bom nível.

Começar (muito) bem:

De certeza que Rui Bento, que fez a sua estreia em casa, não imaginaria melhor arranque. Logo aos 3 minutos, numa jogada rápida, Leandro Tatu aparece frente ao guarda-redes Cássio e inaugura o marcador. O mote estava dado.

Jogo emotivo

Foi uma das partidas mais animadas e emotivas que se assistiu esta época em Aveiro. O Paços de Ferreira nunca baixou os braços e procurou sempre lutar por um resultado mais favorável. Os aveirenses deram o controlo da bola ao adversário e apostaram essencialmente em transições rápidas para o ataque, com grande mobilidade de Artur, Yartey e Tatu.

O momento do jogo:

80 minutos, cartão vermelho directo para Leonel Olímpio, por agressão a Wang Gang. Embora os auri-negros já estivessem em vantagem (golo de raiva de Djamal, que de pé esquerdo remata forte, sem hipóteses para Cássio), o Paços foi sempre uma equipa inconformada e que nunca virou a cara à luta. No entanto, os locais souberam muito bem controlar as manobras ofensivas dos “castores”, e, a jogar com mais um, acabaram por garantir a vitória.

Das cabines:

Rui Bento: “Foi um jogo difícil, defrontámos uma excelente equipa, que não perdia desde Dezembro. Entrámos bem e acabámos por fazer logo um golo. Temos de olhar para todos os jogos com o objectivo de ganhar”.

Rui Vitória: “Não entrámos bem e um erro daquela natureza pode condicionar todo o jogo. Não estamos satisfeitos, porque queríamos vencer, mas as derrotas alertam-nos para coisas que temos de corrigir e é o que faremos”.

Manutenção garantida:

Desde que o campeonato tem este figurino, 16 equipas e a vitória a valer 3 pontos, nunca nenhuma equipa que fez 28 pontos desceu de escalão. Assim, e mesmo que seja matematicamente possível a descida, o Beira-Mar carimbou desde já o passaporte para que no próximo ano continue entre os maiores clubes portugueses.

O futuro:

Com a tranquilidade alcançada na tabela classificativa, há que preparar a próxima época. Djamal, Rui Rego, Hugo e Tatu, por exemplo, são jogadores em final de contrato e que têm sido preponderantes no plantel.

Entretanto, na próxima jornada, um jogo que pode ser importante: o Beira-Mar desloca-se à Figueira da Foz, defrontando a Naval, equipa que se encontra no último lugar da tabela classificativa com 16 pontos.

Pedro Martins