Irmandade de Santa Joana promoveu a recordação dos 300 anos da deposição da urna de Santa Joana no riquíssimo mausoléu.
Os trezentos anos da deposição das relíquias de Santa Joana Princesa no túmulo monumental que se encontra no Museu de Aveiro foram assinalados no dia 23 de Outubro, numa iniciativa da Irmandade de Santa Joana, com a presença do Bispo de Aveiro, de Mons. João Gaspar, que fez uma prelecção sobre o acto de há três séculos e a vida da princesa, e de algumas dezenas de pessoas. A evocação da efeméride terminou com um concerto de cravo e flauta.
D. António Francisco, Bispo de Aveiro, realçou que é importante confiar a Santa Joana o programa diocesano de pastoral, centrado na família, e, num momento de oração, pediu a bênção da padroeira da diocese e da cidade.
Mons. João Gaspar lembrou as últimas palavras de Santa Joana, que de certo modo justificaram a evocação: “Peço que se lembrem de mim e eu me lembrarei de vós, onde a minha alma estiver”. O principal historiador da padroeira, recordou que depois da beatificação de Joana de Portugal, em 1693, D. Pedro II mandou ao João Antunes, arquitecto da casa real, fazer um túmulo, que é hoje um tesouro e, nas palavras de D. António Francisco, “o centro de Aveiro”. Em 1709 o túmulo já estava feito – relatou Mons. João Gaspar – , mas esperou-se até 1711 para a trasladação dos restos mortais. Nesse dia 23 de Outubro de 1711 a urna foi levada num cortejo pela cidade por quatro abades, numa procissão presidida por um bispo, como retrata um painel de azulejos do museu de Aveiro.
A chave da urna que está dentro do túmulo foi dada pela superiora do Mosteiro de Jesus (hoje, Museu de Aveiro), em 1909, a D. João Evangelista de Lima Vidal, quando este foi nomeado Bispo de Angola, e encontra-se actualmente na Casa Episcopal.
