O Centro Cultural e de Congressos de Aveiro vai acolher, de 18 a 20 de Novembro, a realização do I Congresso Nacional de Animação Sociocultural, sob o lema “Profissão e Profissionalização dos/as Animadores/as”, numa organização da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento da Animação Sociocultural (APDASC).
Neste primeiro congresso serão debatidos temas como o estatuto e carreira dos/as Animadores/as Socioculturais, o Código de Ética e Deontologia da Animação Sociocultural, e a formação em Animação Sociocultural.
O congresso realiza-se onze anos após a Assembleia Geral da Associação Nacional de Animadores Socioculturais (ANASC) ver ratificados pelos participantes no V Congresso Internacional de Animação Sociocultural da ANASC, os Estatutos dos animadores socioculturais.
Segundo Carlos A. S. Costa, presidente do Congresso, “durante este período ocorreram transformações profundas ao nível da formação, mercado de trabalho, emprego e carreira dos animadores. Os cursos superiores em Animação Sociocultural (ou com outras nomenclaturas que se enquadram na Animação Sociocultural) dispararam, sendo já 18 as instituições do ensino superior – público universitário, publico politécnico e privado – que o ministram”.
Também ao nível do ensino secundário e profissional (que dá equivalência ao 12.º ano), “são mais de uma centena as instituições que ministram o curso”, realça Carlos A. S. Costa, pelo que, acrescenta, “todos os anos são projectados para o mercado de trabalho um número indeterminado e significativo de animadores socioculturais com diferentes níveis de formação e competência, absorvidos sobretudo por autarquias, Instituições Particulares de Solidariedade Social (IPSS), Misericórdias e Instituições de Ensino”.
Para o presidente do congresso, este é um “mercado de trabalho pouco regulado que oferece emprego de uma forma ainda muito indefinida”, ainda que, garanta, seja um facto que “Portugal está na vanguarda mundial no que à formação de animadores socioculturais diz respeito. Nenhum outro país forma tantos animadores/as socioculturais”.
C.F.
