Associação Nacional de Famílias Numerosas distinguiu 13 autarquias cujas políticas são pró-família
A Associação Nacional de Família Numerosas distinguiu no dia 8 de Julho os municípios familiarmente responsáveis, entre os quais se encontra Aveiro, através da entrega de bandeiras «Autarquia+Familiarmente responsável 2009». A cerimónia decorreu em Coimbra, organizada pelo Observatório das autarquias familiarmente responsáveis.
Segundo a organização, as autarquias “familiarmente responsáveis são o reflexo do empenho do poder local na sustentabilidade do futuro”. Receberam a distinção em 2009, além de Aveiro, Angra do Heroísmo, Cadaval, Cantanhede, Évora, Funchal, Tavira, Torres Novas, Torres Vedras, Vila de Rei, Famalicão, Vila Real e Vila Real de Santo António.
Esta distinção decorre de um inquérito que o Observatório desenvolveu, em Dezembro de 2008, junto das autarquias, aferindo as políticas sociais e de apoio às famílias existentes.
A selecção teve por base as políticas de família das autarquias em nove áreas de actuação, sendo elas, o apoio à maternidade e paternidade, apoio às famílias com necessidades especiais, serviços básicos, educação e formação, habitação e urbanismo, transportes, cultura, desporto, lazer e tempo livre, cooperação, relações institucionais e participação social.
Ana Cid Gonçalves, do Observatório, refere que a auscultação tem-se mostrado “muito benéfica para as autarquias”. “Os municípios reconhecem que as questões abordadas lançam desafios para as políticas a implementar nas áreas sociais e familiares. Tomaram consciência do que já fazem e do que falta fazer”, precisa Ana Cid. Daí que a adesão tem-se mostrado “crescente”. Actualmente são 78 as autarquias aderentes, num total de 308 conselhos. Ana Cid Gonçalves acredita que com a dinâmica “em rodas”, outras autarquias se seguirão. Este é um processo não finito e as próprias informações das autarquias, ou já aderentes ou em fase de adesão, “são sempre passíveis de actualização”.
Do lado das famílias, chegam ao Observatório reacções “muito positivas”. Ana Cid Gonçalves afirma que, com a baixa taxa de natalidade portuguesa e a forte “penalização nas famílias”, é “importante desenvolver um trabalho neste âmbito”.
A entrega das distinções passará a ser anual. O Observatório pretende que “cada ano sejam mais os municípios aderentes e mais as medidas adoptadas”.
Ecclesia / J.P.F.
