Avenida Lourenço Peixinho, em Aveiro, vai passar por profundas alterações. Sessão na antiga Capitania divulga-as na segunda-feira.
Está marcada para o dia 18 de junho, segunda-feira, às 21h, na sede do plenário da Assembleia Municipal de Aveiro (edifício da antiga Capitania), a apresentação do projeto da Avenida Dr. Lourenço Peixinho. A sessão contará com a presença do presidente da Câmara Municipal de Aveiro, Élio Maia, e da equipa técnica que elaborou o projeto, coordenada por Jorge Carvalho, da Universidade de Aveiro, e Bruno Soares. Após a apresentação do projeto, haverá lugar para debate público. A sessão é aberta a toda a comunidade.
A renovação proposta para a Avenida Dr. Lourenço Peixinho introduzirá alterações profundas no coração da cidade.
Conforme encomenda da Câmara Municipal de Aveiro, o projeto da principal artéria da cidade contempla maior espaço pedonal, menos trânsito e um estacionamento subterrâneo sob o troço nascente. Na proposta em discussão, ao invés das atuais quatro faixas de rodagem, apenas existirão duas, uma em cada sentido. Os passeios laterais, atualmente com 2,5 a 3 metros de largura, passarão a ter 9,50 metros, devendo ser dotados de mobiliário urbano confortável, proporcionando boas condições de estadia e de conforto humano.
Afetando grande parte do espaço aos peões, o estacionamento de superfície será francamente reduzido (de 280 para 80 lugares). Em compensação, está pensada, a nascente, a criação de um parque de estacionamento subterrâneo, com entrada e saída pelo túnel da estação, com capacidade para perto de 400 lugares. No topo poente, os estacionamentos do Fórum e do edifício Ana Vieira colmatam as necessidades previsíveis.
Segundo o projeto, a circulação da bicicleta será feita de forma partilhada com os veículos, sublinhando uma solução de integração na mobilidade global, compatível com tráfego automóvel de velocidade reduzida. Os peões ganharão ainda duas praças nas duas extremidades da Avenida Dr. Lourenço Peixinho. A Praça da Estação não difere muito da que já hoje existe, sendo direcionada para os mais jovens. No outro topo, perspetiva-se uma “praça central”, situada entre o edifício do Banco de Portugal e a pastelaria Avenida, constituindo uma zona que se pretende polivalente, de convívio, de estadia e com capacidade para acolher eventos culturais, sendo apoiada por comércio e cafetarias com esplanadas.
