Az(n)ar!

Este apontamento, num período marcado pelos acontecimentos de Madrid, tem como base de reflexão três ideias-chave.

A primeira ideia, surge envolta em qualquer coisa estranha que o nome do (ainda) Presidente do Governo de Espanha sugere: Az(n)ar! Não deixa de ser azar (para todos) que à terceira mentira foi de vez: o caso Prestige; as razões para o ataque ao Iraque; o desvio de atenções sobre os (presumíveis) autores dos atentados em Madrid. Em todos os casos, o povo descobriu (os fundamentos) mais depressa que o governo!?

Não podemos, obviamente aliarmo-nos dos acontecimentos trágicos, para todos os que baseiam a sua participação na vida com base na harmonia dos povos de boa vontade. Madrid representará mais um ícone do desnorte dos homens, nas causas e nas consequências. Por todas as ligações que temos e, acima de tudo pela humanidade, irmanamo-nos aos que sofrem, assim mesmo, sem mais adjectivações. É que nem vale a pena!

Por fim, restamos nós, Portugal. Se a matéria-razão para os ataques em Espanha foram os Cruzados e as Cruzadas, nós estamos no rol. Se a matéria-razão foi a aliança com os Estados Unidos, nós estamos lá. Se a matéria-razão é o impacto que se deseja criar no mundo para as lutas de determinados grupos, nós vamos ter o Europeu de futebol… cá!

Não pode haver medo, é certo. Não pode haver pânico, desejamos. No entanto, é preciso ter azar!

Desportivamente… pelo desporto!