Como “especialidade tradicional garantida” A Associação dos Industriais de Bacalhau (AIB) está a liderar o processo para a qualificação do “Bacalhau de cura tradicional portuguesa”, o qual tem por objectivo “definir o processo de fabrico de cura tradicional portuguesa tendo em vista a sua posterior qualificação como Especialidade Tradicional Garantida (ETG) em termos comunitários.
António Meireles, presidente de direcção da associação, sublinha que este processo “já decorre quase há um ano, e esperamos que esteja concluído em 2005. O processo é constituído por várias etapas, em que as provas de degustação são uma dessas etapas. Já se fizeram quatro provas de degustação, e após a compilação dos relatórios técnicos dessas provas ainda não temos apurado o paladar e o aspecto do bacalhau de cura tradicional. Em conjunto com essas provas, temos feito entrevistas, temos uma sistematização histórica, estamos a desenvolver o relatório técnico. Esse compêndio de realizações será entregue para ser analisado pelos organismos que superintendem o processo”.
No final do processo, se a qualificação for atribuída, terá existir uma entidade que garanta a qualidade do bacalhau comercializado sob essa qualificação. Para o presidente da AIB, essa entidade “poderá ser a própria Direcção Geral das Pescas e Aquicultura. Nós próprios temos tido o cuidado de termos um controlo muito rigoroso quer no processo produtivo quer nesta fase. Já se realizaram milhares de análises, porque isto não é um processo rápido. Entendemos que este projecto visa criar uma mais valia para a Associação dos Industriais de Bacalhau, para a região e para Portugal, porque é o primeiro projecto da fileira do pescado que deverá atingir a qualificação de especialidade tradicional garantida”.
C. F.
