Barretes de judeus

Rir e Pensar Em 1773, D. José I, tal como os reis que o antecederam e os que se lhe seguiram, sugeriu que quem tivesse antepassados judeus devia usar um barrete amarelo. Uns dias depois, o Marquês de Pombal entrou no paço real com três barretes debaixo do braço. Como era de prever, D. José mostrou-se admirado e perguntou para que serviam; Pombal respondeu que estava apenas a obedecer às ordens reais. “Mas por que me trazeis três?”, perguntou D. José, ao que o ministro respondeu: “Um é para mim, outro para o inquisidor-geral e o terceiro é para o caso de Nossa Majestade desejar cobrir a cabeça”.

Adaptado de “A Inquisição. O Reino do Medo”, de Toby Green (ed. Presença).