Beduído celebrou o “Dia da Comunidade Paroquial”

Em 22 de Junho, junto ao Antuã ANTÓNIO ARESTA

Comunhão e Missão – as grandes “alavancas” da Unidade e Acção Paroquial

Nem o dia de sol luminoso e escaldante, nem a proximidade de praia, motivos mais que apelativos a uma “escapadela”, capaz de marcar o “arranque” da época de veraneio, impediram ou desmotivaram os paroquianos de São Tiago de Beduído a marcarem presença no seu Dia da Comunidade.

Na memória ainda o ano anterior em que, devido às más condições atmosféricas, não teve lugar a “reunião magna” da família paroquial.

Pode dizer-se que foi uma jornada festiva em que, para além do convívio entre a nossa gente, houve a oportunidade de, numa “Igreja” diferente e de verdura enga-lanada, esparramando-se no lençol líquido do Antuã fronteiro (que não divide mas une as duas margens) dar graças a Deus por tudo quanto de bem e de bom (e muito foi!) proporcionou à nossa Paróquia e às nossas gentes. “A Igreja de São Tiago de Beduído celebra Jesus Cristo à sombra destas árvores, tal como no Antigo Testamento”, disse a determinado momento o nosso Pároco, que colocaria o ênfase na palavra “Comunidade”, explicando o seu alcance, o seu sentido. Para o Reitor de Beduído, “Comunidade é igual a Comunhão com…, é estar unido a Alguém e, no nosso caso, enquanto cristãos, estamos unidos ao Pai, ao Filho e ao Espírito Santo”. Numa jornada que foi de festa e de unidade, a celebração da Eucaristia foi o ponto alto de um “dia mais” e “especial”, aspectos que não deixariam de ser destacados pelo celebrante ao afirmar que “há festas especiais, dias e momentos especiais, dias em que se reúne a família de sangue para celebrar o grande acontecimento”, daí que “nós Igreja, Família, Povo de Deus, também precisamos de ter dias especiais, dias de reunião, dias em que comemos à volta da mesma mesa, em que celebramos em conjunto, em que sentimos que o Outro faz parte, também, de nós mesmos”.

“O Dia da Comunidade Paroquial tem de ser especial”, não obstante “nos reunirmos muitas vezes, durante o ano, principalmente ao Domingo, para celebrar o Dia do Senhor, ou ainda por outros motivos, uns alegres e outros nem tanto”.

A celebração (e a vivência deste Dia) foi, igualmente, espaço de acção de graças e retrospectiva de acontecimentos que marcaram o Ano Pastoral agora chegado ao fim. A “caminhada dos jovens, as 83 crianças que comungaram, o trabalho e dedicação do sector da Evangelização, os que se dedicam particularmente à Caridade, a acção diligente das Catequistas” foram sublinhados. Não obstante o esforço e dedicação dispensados, “tanto que há ainda para fazer”, e que exige “coragem”, que, por certo, não esmorecerá “quando se olha para as crianças que crescem, ao ver os jovens cheios de sonhos”. “Não devemos continuar, sabendo que a Obra não é nossa mas que é Deus que nos manda?”, questionou o P.e António Fragoso. Apelando à Comunhão, desafiante, incentivando à Missão, lançou o repto: “Ide! Vamos! Continuemos, não tenhamos medo! Deus vai connosco, o Senhor está connosco!”

Em “tempo de balanço” não poderia deixar de lembrar a Visita Pastoral do Bispo da Diocese à Paróquia e as “marcas deixadas” na Comunidade: “Foram dias maravilhosos, dias de graça, em que tivemos connosco aquele que é sinal da unidade diocesana, aquele apóstolo que se chama António Francisco. A sua forma de comunicar, de estar connosco foi para todos nós sinal de unidade, de graça e bênção. Demos graças a Deus!”

A concluir diremos que se a manhã foi espaço de acolhimento e celebração, a tarde (que começou com o almoço, a partilha dos farnéis e petiscos caseiros) foi de actividades lúdicas (jogos tradicionais) alguns cantares e muita música. O Agrupamento de Escuteiros da Paróquia foi o responsável pela organização deste Dia da Comunidade Paroquial e pela acção de acolhimento aos participantes, desempenho que tiveram a contento.