Balão de oxigénio Circunstância – Estádio Municipal de Aveiro, 3576 espectadores
Situação – O Beira-Mar ocupava a última posição, com 20 pontos; o Estoril somava mais 3; na primeira volta, os aveirenses foram goleados por 5-0.
Reencontros – O avançado do Estoril João Paulo reencontrou os antigos colegas de equipa, quando vestia as cores do Beira-Mar. Do outro lado, Ali defrontou a equipa pela qual esteve inscrito durante os primeiros meses do presente campeonato. João Paulo marcou pelos forasteiros, mas no final foi Ali quem festejou a vitória da sua (actual) equipa.
Picos – A equipa de Luís Campos pareceu afectada pela goleada da semana anterior, empastando demasiado o jogo na defesa e errando muitos passes. Avisadamente, o Estoril bloqueou o jogo ofensivo aveirense, aproveitando para se acercar com relativo perigo da baliza do Beira-Mar.
Assobios – O golo do Estoril surgiu na altura de maior bloqueio da formação da casa, o que motivou uma onda de assobios, só desfeita com o golo do empate, já na 2ª parte.
Revolta – A reacção aveirense não se traduziu em sufoco estorilista, antes foi extremamente eficaz. O marroquino Ahmada recarregou na perfeição um potente remate de Beto e McPhee sentenciou a segunda vitória auri-negra em Aveiro, já muito perto do apito final do árbitro.
Intensidade – Os minutos finais da partida foram de grande emoção: o Beira-Mar ficou reduzido a 10, aos 85 minutos; pouco depois marcaria o golo da vitória. Numa altura em que procurava desenfreadamente repor a igualdade, também o Estoril ficou com 10 jogadores.
SuperLiga – Na luta pelo título, o Benfica descolou dos seus rivais, que se defrontarão na próxima jornada. O Porto foi surpreendentemente goleado em casa pelo Nacional (0-4) e o Penafiel bateu os leões em Alvalade (0-2). Este resultado acabou por não favorecer o Beira-Mar, que ainda assim devolveu a lanterna vermelha à Académica, colando-se ao Estoril na antepenúltima posição, a apenas um ponto da linha de água.
Nuno Caniço
