Beira-Mar descola do último lugar

Nacional 2 – Beira-Mar 4. Surpresa na Madeira. Beira-Mar vence, e logo com quatro golos, e sai do último lugar. Se vencer em Olhão, pode saltar para o meio da tabela.

Circunstâncias:

Estádio da Madeira; sábado, 4 de novembro de 2012; Nacional 2 (Revson g.p. 51’ e 59’); Beira-Mar 4 (Balboa 12’, Ruben Ribeiro 42’, Jaime 57’ e Sasso 68’); árbitro: Renato Gonçalves (AF Guarda).

Resultado inesperado

O Beira-Mar alcançou a primeira vitória da época e conseguiu finalmente deixar o último lugar da tabela classificativa. A equipa de Ulisses Morais mostrou-se mais serena e aproveitou bem as situações de golo para chegar ao intervalo a vencer (2-0). Os locais reagiram bem no início da segunda parte e reduziram a desvantagem aos 51’, mas a sua defesa cometeu erros a mais que comprometeram a recuperação no marcador.

35 minutos de atraso

O nevoeiro cerrado foi um espetador indesejado e obrigou ao atraso do início do jogo. Aos 12’, Balboa vestiu a pele de D. Sebastião e, na cobrança de um livre direto, colocou os aveirenses em vantagem num grande golo do extremo que entrou em Portugal pela porta do Benfica.

Aos 35 minutos, o Nacional teve uma excelente oportunidade para restabelecer a igualdade, mas Mário Rondon, isolado sobre a esquerda, atirou ao lado da baliza de Rui Rego. Durante grande parte da primeira metade os visitantes jogaram no meio campo adversário, mas com a equipa de Ulisses Morais a não conseguir esticar o jogo até junto da área de Gottardi. Na única vez que conseguiu, já perto do intervalo, Balboa descobriu Ruben no meio do nevoeiro. O extremo, de primeira, fez o segundo golo dos visitantes.

Segunda parte

Aos 51 minutos, Revson reduziu para os madeirenses, na sequência de uma grande penalidade a castigar o puxão de Sasso sobre Keita; oito minutos depois, Jaime disparou um míssil que só parou no fundo da baliza de Gottardi, voltando a colocar a vantagem dos aveirenses em dois golos. O lance mereceu protestos por parte dos insulares, uma vez que o auxiliar tinha a bandeirola levantada no início da jogada. Na resposta, Revson voltou a reduzir a vantagem aveirense para a margem mínima.

Nos últimos 20 minutos a formação de Aveiro jogou com menos um elemento, devido à expulsão do capitão Jaime, mas não tremeu. Aguentou toda a formação defensiva à frente da área de Rui Rego, entregando a iniciativa de jogo aos madeirenses. Com o passar dos minutos, os jogadores do Nacional começaram a pensar mais com o coração do que com a cabeça e, por isso, o marcador não voltou a alterar-se, permitindo ao Beira-Mar conquistar uma vitória preciosa na Choupana que empurra o Nacional para o último lugar da tabela classificativa.

Uma nota final vai para o Javier Balboa, que foi o melhor em campo na Choupana, tendo marcado o grande golo que abriu caminho para esta vitória.

João Breda