Beira-Mar em crise é afastado da Taça de Portugal

Beira-Mar 0 – 1 Moreirense NUNO CANIÇO

O Beira-Mar sofreu a segunda derrota consecutiva em casa (emprestada). Mais longe dos lugares de subida no campeonato e afastado da segunda competição nacional, a equipa debate-se com uma crise de confiança, enquanto sócios e adeptos perdem a paciência com jogadores, equipa técnica e direcção. Terá a equipa batido no fundo?

Circunstância

Os aveirenses faziam o segundo jogo em casa emprestada devido ao estado deficitário do seu relvado e não só! Depois de goleados em Águeda, os responsáveis aveirenses decidiram marcar o jogo no campo do clube satélite, o Avanca. Mas nem isso contribuiu para vencer uma equipa da IIª Divisão.

Público

Costuma ser uma das notas negativas neste espaço. Porém, a moldura humana presente em Avanca foi bastante considerável e não merecia o pobre espectáculo que a equipa proporcionou.

O jogo

O jogo foi bastante equilibrado com o Beira-Mar no comando das operações durante o primeiro tempo. Na etapa complementar, o Moreirense inaugurou cedo o marcador e então os aveirenses nunca mais se encontraram, acabando a formação de Moreira de Cónegos por justificar o triunfo e a passagem à próxima eliminatória da competição.

Vergonha

No final da partida, o presidente do Beira-Mar quebrou o “blackout” e proferiu aos microfones da Terra Nova afirmações polémicas: “Penso que a equipa técnica devia reflectir no que anda a fazer com o seu profissionalismo. Amanhã [domingo] vamos reunir-nos. Em certas situações, as pessoas deviam ter outro carácter. Não podemos brincar com certas situações. Quando não corre bem, tento dar a volta e, neste caso, não sei o que seria melhor. O treinador devia reflectir. O que posso dizer é que me sinto envergonhado com as exibições da equipa. Não temos campo para treinar e jogar, não nos pagam o que devem, mas isso não é tudo. Os atletas têm valor. Não entendo o que se está a passar”.

Reforços

Já é costume: quando a equipa não ganha e os adeptos se revoltam, nada melhor que garantir reforços para serenar os ânimos. O treinador há muito que os pediu, mas só numa situação de eminente ruptura é que os recebeu. Gyano (ex-Académica) e Gaúcho (ex-Feirense) são as mais recentes aquisições.

Comentário

Quem pegar nos jornais de Agosto pode constatar a necessidade que equipa técnica e dirigentes sentiam por reforços credíveis para o ataque do único clube que se assumiu como candidato à subida. Depois de muitos jogadores à experiência (e/ou com pouca experiência) ficou tudo na mesma. A equipa foi respondendo a meio gás, o suficiente para não perder de vista os lugares da frente. Aproximava-se a época de transferências e novamente o coro da necessidade de reforços (aumentando de tom ao ritmo de lesões e castigos). Chega Janeiro e sai Jessé, Ratinho, Emerson!!! Os propalados reforços de créditos firmados tardam em aparecer. As negociações arrastam-se ou terminam sem resultados. Afinal, no fim de contas a conclusão é sempre a mesma, se a equipa perde, a culpa é do treinador. Não há paciência…

Taça da Liga

Os aveirenses deslocam-se esta quarta-feira ao Alvalade XXI para a segunda jornada da fase de grupos da nova competição da Liga Portuguesa de Futebol. Recorde-se que na primeira jornada os aveirenses empataram a uma bola (ainda no Municipal de Aveiro) com o Penafiel e os leões foram derrotados em Setúbal por 1-0.