Beira-Mar vendeu cara a derrota

Circunstâncias

Estádio Municipal de Aveiro; sábado 22 de Janeiro de 2011; Beira-Mar 0 FC Porto 1 (Hulk 32’) Árbitro: João Ferreira (AF Setúbal); cerca de 10.000 espectadores.

Desfecho injusto

Num jogo muito disputado, mas nem sempre bem jogado pelas duas equipas, o Beira-Mar vendeu muito cara a derrota frente ao actual líder da Liga Zon Sagres. Os aveirenses deram boa conta de si, em especial na 2.ª parte. Para os auri-negros o resultado peca talvez um pouco pela injustiça, pois num jogo em que ambas as partes estiveram ao mesmo nível, o lance do penalty, convertido por Hulk, que deu o golo da vitória ao FC Porto, acabou por decidir um jogo que, na sua globalidade, teve o equilíbrio como principal nota de destaque.

Início seguro

Os minutos iniciais foram pautados pelo equilíbrio entre os dois conjuntos, com a equipa da casa a mostrar-se organizada na defesa e atrevida no ataque. Mas com o desenrolar da partida o Porto foi tomando conta das operações a meio-campo e criou alguns lances de perigo junto da baliza de Rui Rego, que, como já nos tem vindo a habituar, rubricou mais uma bela exibição, evitando sempre males maiores para a sua baliza.

Momento de Jogo

Após um bom começo, o Beira-Mar retraiu-se um pouco e permitiu ao Porto um maior domínio da partida, criando estes algumas oportunidades para inaugurar o marcador. É numa dessas incursões ofensivas dos portistas que surge o caso do jogo. Aos 32’ numa disputa de bola entre André Marques e Hulk na grande área beiramarense, o árbitro entende haver falta do defensor auri-negro e assinala grande penalidade. Chamado à marcação da mesma Hulk não falhou e abriu (e fechou) o marcador no Municipal de Aveiro.

Boa reacção

O treinador do Beira-Mar fez alterações ao intervalo mudando o figurino da equipa e os aveirenses subiram no terreno e de produção na etapa complementar, dando uma boa resposta ao golo sofrido já perto do intervalo. Na segunda parte, o jogo foi mais vivo e partido, tendo os da casa ameaçado até ao último minuto chegar à igualdade, criando perigo através de lances de bola parada e das arrancadas de Wang Gang e Leandro Tatu.

Atitude “guerreira”:

Apesar da derrota, a equipa auri-negra mostrou sempre uma boa organização colectiva perante um adversário mais forte, reagiu bem à situação de desvantagem e teve sempre uma atitude “guerreira”, aproximando-se do nível a que nos tem vindo a habituar nesta caminhada segura pela Liga Zon Sagres.

João Paião