Bento XVI alerta para «mecanismos» que produzem pobreza e desigualdades

Bento XVI contestou no último domingo os “mecanismos” que produzem pobreza e desigualdades sociais, considerando que os mesmos são ainda mais “dramáticos” no actual período de crise.

Perante os peregrinos reunidos na Praça de São Pedro, para a recitação do Angelus, o Papa associou-se à celebração da Jornada pela Vida, promovida pelos Bispos italianos, em volta do tema “A força da vida, um desafio na pobreza”.

“No actual período de dificuldade económica, tornam-se ainda mais dramáticos os mecanismos que, produzindo pobreza e criando fortes desigualdades sociais, ferem e ofendem a vida, atingindo sobretudo os mais pobres e indefesos”, assinalou.

Esta situação convida a “promover um desenvolvimento humano integral para superar a indigência e a necessidade”, disse Bento XVI, recordando que “o fim do homem não é o bem-estar, mas o próprio Deus”.

O Papa alentou a defender a “existência humana” em todas as suas fases. “Ninguém, de facto, é dono da própria vida, mas todos somos chamados a custodiá-la e respeitá-la, desde o momento da concepção até ao seu fim natural”, acrescentou.

Manifestando “apreço” pelos que trabalham directamente ao serviço das crianças, doentes e idosos, Bento XVI evocou a celebração do Dia Mundial do Doente, a 11 de Fevereiro, em que irá presidir a uma Missa com os doentes, na Basílica de São Pedro.

Vocações jovens

Na sua intervenção, o Papa falou ainda do Ano Sacerdotal e pediu aos católicos que rezem para que “quantos sentem o convite do Senhor a segui-lo, após o necessário discernimento, saibam responder com generosidade, não confiando nas suas próprias forças, mas abrindo-se à acção da graça”.

Em particular, Bento XVI chamou “todos os sacerdotes a reavivar a sua generosa disponibilidade para responder em cada dia ao chamamento do Senhor”.

Saudando os peregrinos, surgiu o convite a “suplicar ardentemente ao Senhor que suscite em muitos jovens o desejo de responder generosamente ao seu chamamento, para que dei-xando tudo consagrem a sua vida por completo à bonita missão de ser mensageiros corajosos da boa nova da salvação, celebrar com dignidade os Sagrados Mistérios e ser testemunhas fiéis e convictos da caridade”.

Ecclesia/C.V.