Bento XVI manifestou preocupação com a situação no Egipto e fez votos de que o país “volte à tranquilidade e à convivência pacífica”, depois de vários dias de manifestações.
O Papa falava perante milhares de fiéis congregados na Praça de São Pedro, no Vaticano, para a recitação da oração do Angelus, no domingo, 6 de Fevereiro, aludindo ao movimento de contestação que exige desde 25 de Janeiro a partida do presidente egípcio, Hosni Mubarak.
“Nestes dias acompanho com atenção a delicada situação da querida nação egípcia. Peço a Deus que essa terra abençoada pela presença da Sagrada Família, recupere a tranquilidade e a convivência pacífica, no compromisso partilhado pelo bem comum”, disse Bento XVI.
O Papa abordou ainda a celebração do Dia Mundial do Doente, a 11 de Fevereiro, uma iniciativa da Igreja Católica que visa “reflectir, rezar e aumentar a sensibilidade da comunidade eclesial e da sociedade civil” no campo da saúde.
Bento XVI deixou votos de que os trabalhadores da área da saúde saibam “reconhecer no doente não só um corpo marcado pela fragilidade, mas acima de tudo uma pessoa, à qual se deve dar toda a solidariedade e oferecer respostas adequadas e competentes”.
Também sobre esta matéria, o Papa aproveitou a presença de peregrinos do «Movimento pela vida», da Itália, para destacar “o valor do ser humano”.
“Segundo a fé e a razão, a dignidade da pessoa não se pode reduzir às suas faculdades ou às capacidades que pode manifestar, pelo que não diminui quando a pessoa está fraca, inválida e necessita de ajuda”, declarou.
Para Bento XVI, “quando a investigação científica e tecnológica é guiada por autênticos valores éticos é possível encontrar soluções adequadas para o acolhimento da vida nascente e para a promoção da maternidade”. “Desejo que as novas gerações de agentes da saúde sejam portadoras de uma renovada cultura da vida”, concluiu.
O menino que queria dizer “olá” ao Papa
Um menino brasileiro de seis anos conseguiu furar a segurança do Vaticano e correu em direcção a Bento XVI, no dia 2 de Fevereiro, durante a audiência geral das quartas-feiras. Escreve o Diário de Notícias (03-02-2011), de onde foi retirada a imagem acima, que “o chefe da Igreja Católica sorriu ao ver o menino (…) e trocou algumas palavras com ele antes de lhe dar a bênção. A cena, totalmente inesperada, fez sorrir todos quantos ali se encontravam. Os elementos das forças de segurança, obedecendo a um discreto sinal do secretário do Papa, monsenhor Georg Gänswein, não chegaram a intervir. O pequeno reintegrou-se logo de seguida entre os peregrinos, sob uma chuva de aplausos”.
